Rômulo Ávila

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A segunda morte de uma lenda

O certo é que jogadores geniais são eternizados mesmo depois de "duas mortes".

25/11/2020 às 03:09


Um sonho, uma realidade, um presente, um passado e a "primeira morte". A carreira de um jogador de futebol poderia ser resumida desta maneira. No caso de Maradona, um dos maiores da história, a vida teve a mesma intensidade fora e dentro de campo. O ex-craque e técnico Paulo Roberto Falcão disse certa vez que “o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar".

A primeira morte de Maradona ocorreu em 25 de outubro de 1997, data que entrou em campo pelo último jogo oficial, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no clássico entre River Plate e Boca Juniors. 23 anos depois, Maradona tem a segunda morte. E ela dói muito, talvez pelo fato de ter ocorrido tão cedo.

Mas o certo é que jogadores geniais são eternizados mesmo depois de "duas mortes". É o caso Maradona, único jogador profissional que teve sua genialidade comparada com a de Pelé. Nenhum jogador do mundo representa a mística de um camisa 10 como Maradona.

Se fue la mano de Dios, aos 60 anos. Mesmo após mais de 20 anos após a primeira morte, o mundo do futebol precisava mais dele. Mas o gênio antecipou sua segunda morte ao perder o jogo da vida para as drogas. Agora vai reforçar o time dos gênios, ao lado Garrincha, Nilton Santos e tantos outros."Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu", disse Pelé sobre a morte do amigo. 

Maradona, nem duas mortes apagam a história escrita por uma lenda. Descanse em paz.

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