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Brunoro, Felipão e o 'novo Cruzeiro'

21/10/2020 às 04:22
Brunoro, Felipão e o 'novo Cruzeiro'

Nenhum dos grandes clubes brasileiros já rebaixados passou por tantas agruras como o Cruzeiro. O clube celeste enfrenta grave crise institucional, financeira e desportiva.

A Raposa foi a primeira dos grandes que joga a Série B com orçamento de Série B. Até o ano passado eles recebiam na segunda divisão a mesma verba de TV que tinham na Série A.

Além disso, o Cruzeiro iniciou a competição com 6 pontos a menos e proibido de contratar atletas, em razão de punições aplicadas pela Fifa.

A tudo isso se soma o fato de o mundo enfrentar uma pandemia.

Com tudo isso, o clube, naturalmente, demorou um pouco a entender a nova realidade. 

O grande divisor de águas na gestão do futebol foi a contratação de José Carlos Brunoro, no início de outubro, como consultor de planejamento.

Nascido em Santo André, no interior de São Paulo, Brunoro foi o CEO do Palmeiras na super vitoriosa parceria com a Parmalat, função que voltou a ocupar no clube alviverde entre 2013 e 2014.

Foi fundador do Audax e, durante 10 anos (2003 a 2013), dirigente do clube paulista. 

Ainda no futebol, Brunoro foi presidente do Desportivo Brasil e consultor na Chapecoense e no Fortaleza.

No vôlei, foi atleta (campeão Paulista e Sul-Americano), assistente técnico e treinador da Seleção Brasileira, com a qual venceu a Copa do Mundo em 1981, vice-campeão mundial em 82, campeão pan-americano em 1983 e semifinalista no mundial de 1987. Ainda fez história como técnico da Pirelli entre 1978 e 1991.

Fora desses dois esportes, Brunoro foi executivo das equipes Ligier, Arrows e Sauber, na Fórmula 1, e diretor técnico da Confederação Brasileira de Basquete na gestão que levou o Brasil às Olimpíadas após 16 anos.

O dirigente chegou à Raposa com a difícil missão de auxiliar o clube no planejamento institucional, financeiro e desportivo.

Pioneiro na gestão profissional do futebol, não havia nome melhor para auxiliar o Cruzeiro no momento.

A grande ratificação desse divisor de águas veio com a contratação de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, como treinador da equipe principal.

Tal como o Fluminense com Parreira em 1997, o time celeste terá à disposição um técnico campeão no mundo e com vasta experiência para sair do momento mais delicado de sua história.

A missão de Felipão é quase milagrosa. Na zona do rebaixamento, a equipe precisa vencer 16 das 21 partidas que lhe restam para ascender à elite do futebol brasileiro.

De toda forma, com Brunoro e Felipão, a Raposa parece, definitivamente, ter encontrado o modelo capaz de buscar esse milagre e, sobretudo, de preparar o clube para as próximas temporadas.

Nasce um “novo Cruzeiro”, capaz de vencer a matemática e voltar à elite em 2021. 

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