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Paramos em Maradona 

25/11/2020 às 01:54


Diego Armando Maradona Franco faleceu. Com ele, os batimentos cardíacos do futebol enfraquecem, mudam de sintonia. Foram exatos 60 anos de vida e uma dedicação ao futebol, de uma maneira que só ele tinha, que foi mundialmente vista, ouvida, assistida, reverenciada, questionada, cancelada, negada...

A polarização que nossa sociedade vive hoje, Maradona carregou por toda sua vida: ou você o ama ou você o odeia. Não tem meio termo. Até porque o próprio nunca foi de média. Foi ao extremo, ao seu limite, em tudo: no campo, na beira do campo, no extracampo. E sei, é difícil entender os exagerados. São ditos irracionais mesmo quando, milimetricamente, vão de mão ao sonho - a bola, à Copa, a Deus. 

Para onde será que Maradona vai, se em vida tudo viveu? Se cá foi endeusado e endiabrado. Se aqui teve a fé dos inabaláveis e os vícios dos insaciáveis? Para onde vai Maradona, que nunca parou de ser história, mesmo fora dos gramados, quando falava e fazia de sua vida um ato político?

Pelé e Messi permanecem entre outros gênios do futebol na terra, mas ouso dizer que a irreverência do futebol acaba de nos levar à parada cardíaca. Perdemos esse jogo; não há substituto.

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