HISTÓRIA DO TROFÉU GUARÁ

O Troféu Guará é reconhecido como o mais importante prêmio do futebol mineiro e exalta os destaques da temporada em todas as posições. Criado em 1962 pela Rádio Itatiaia, teve como objetivo acabar com as diversas seleções dos melhores do ano no futebol, elaboradas pelos órgãos de imprensa de Minas Gerais.

Com o Troféu Guará foi criada uma lista única e final, que soma os votos de toda a mídia esportiva, entre rádios, televisões, revistas, jornais e portais de internet. Escolhidos os ganhadores, a Rádio Itatiaia produz a solenidade de entrega dos troféus.

São agraciados os jogadores que se destacaram no ano, além do melhor juiz, dirigente do ano, jogador revelação, craque do ano, artilheiro do ano, técnico do ano, preparador físico do ano. Ainda há o prêmio Guará Especial, que prestigia pessoas ou instituições que se destacaram no cenário esportivo municipal.

A premiação teve seu nome escolhido em homenagem ao jogador do Atlético nas décadas de 30 e 40, Guaracy Januzzi, o Guará.

QUEM FOI GUARÁ?

Guaracy Januzzi (1914-1978) nasceu em Ubá, na Zona da Mata. Famoso no time local, o Aimorés, o centroavante foi contratado pelo Atlético aos 18 anos. Com a camisa alvinegra, participou de quase 200 jogos e marcou 168 gols, média de cerca de um por partida, recorde batido até hoje com a camisa alvinegra somente por Dadá Maravilha, Mário de Castro e Reinaldo.

O apelido Perigo Louro surgiu daquele jovem franzino, cujos passes e dribles mágicos invariavelmente levavam a bola para as redes. Aos 24 anos, Guará se tornou o jogador mais bem pago do estado. Mas a "fama teve inveja de Guará", escreveu Ary Barroso. Em julho de 1939, o Atlético e o Palestra Itália (atual Cruzeiro) se enfrentavam pelo Campeonato da Cidade. Aos dez minutos, Guará e o zagueiro Caieira, do Palestra, chocaram-se de cabeça.

Vítima de traumatismo craniano, Guará passou oito meses fora do gramado. Quando voltou, não era mais o mesmo. Chegou a ser contratado pelo Flamengo em 1941, mas disputou apenas um jogo. Era o fim de uma carreira brilhante, pois a estrela do centroavante Guará se apagou, e ele teve que se afastar dos campos definitivamente.

RETROSPECTO DAS PREMIAÇÕES ANTERIORES

  1. 2013

  2. 2014

  3. 2015

  4. 2016

  5. 2017

2013

Seleção Guará: Victor (Atlético), Marcos Rocha (Atlético), Dedé (Cruzeiro), Réver (Atlético) e Egídio (Cruzeiro); Pierre (Atlético), Nilton (Cruzeiro), Éverton Ribeiro (Cruzeiro) e Ronaldinho (Atlético); Diego Tardelli (Atlético) e Jô (Atlético). Técnico: Marcelo Oliveira. O craque do ano foi Everton Ribeiro (Cruzeiro); o dirigente, Alexandre Kalil (Atlético); a revelação, Lucas Silva (Cruzeiro); e o melhor árbitro, Igor Junio Benevenuto.

2014

Seleção Guará: Victor (Atlético); Marcos Rocha (Atlético), Jemerson (Atlético), Leonardo Silva (Atlético) e Egídio (Cruzeiro); Lucas Silva (Cruzeiro), Henrique (Cruzeiro), Everton Ribeiro (Cruzeiro) e Ricardo Goulart (Cruzeiro); Diego Tardelli (Atlético) e Marcelo Moreno (Cruzeiro). Técnico: Marcelo Oliveira (Cruzeiro). O craque do ano foi Diego Tardelli (Atlético); o dirigente, Gilvan de Pinho Tavares (Cruzeiro); a revelação, Jemerson (Atlético); o melhor árbitro, Ricardo Marques Ribeiro.

2015

Seleção Guará: João Ricardo (América); Marcos Rocha (Atlético), Jemerson (Atlético), Wesley Matos (América) e Douglas Santos (Atlético); Rafael Carioca (Atlético), Luan (Atlético), Marcelo Toscano (América) e Giovanni Augusto (Atlético); Willian (Cruzeiro) e Lucas Pratto (Atlético). Técnico: Givanildo Oliveira (América). O craque do ano foi Jemerson (Atlético); o dirigente, Alencar da Silveira Júnior (América); a revelação, Richarlison (América); e o melhor árbitro, Ricardo Marques Ribeiro.

2016

Seleção Guará: João Ricardo (América); Marcos Rocha (Atlético), Leonardo Silva (Atlético), Manoel (Cruzeiro) e Fábio Santos (Atlético); Henrique (Cruzeiro), Robinho (Cruzeiro) e Arrascaeta (Cruzeiro); Fred (Atlético) Lucas Pratto (Atlético) e Robinho (Atlético). Técnico: Mano Menezes (Cruzeiro). O craque do ano foi Robinho (Atlético); o dirigente, Daniel Nepomuceno (Atlético); a revelação, Gabriel (Atlético); e o melhor árbitro, Igor Junio Benevenuto.

2017

Seleção Guará: Fábio (Cruzeiro); Marcos Rocha (Atlético), Rafael Lima (América), Messias (América) e Diogo Barbosa (Cruzeiro); Henrique (Cruzeiro), Hudson (Cruzeiro), Thiago Neves (Cruzeiro) e Otero (Atlético); Arrascaeta (Cruzeiro) e Fred (Atlético). Técnico: Enderson Moreira (América). O craque do ano foi Thiago Neves (Cruzeiro); o dirigente, Alencar da Silveira Júnior (América); a revelação, Murilo (Cruzeiro); e o melhor árbitro, Igor Junio Benevenuto.

Curiosidades

Votos de protesto

Votos de protesto

Em 2010 e 2011, o número de votos brancos na escolha do árbitro do ano foi maior do que o de qualquer juiz. Por isso, ninguém levou o troféu. Em 2004 ocorreu o mesmo na categoria dirigente do ano.

Difícil até de carregar

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O jogador mais premiado em uma mesma edição do Guará foi o zagueiro Bueno, do Atlético, com quatro troféus em 1963.