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Paralisação na Anvisa afeta a distribuição de remédios

Com os serviços paralisados, os produtos que chegam ao local não estão sendo liberados por falta de fiscalização.

Fonte: Rádio Itatiaia / Agência Brasil
10 de Agosto de 2012 por Ana Carolina Dias

Administração do Porto Seco do Distrito Federal confirma o que a Itatiaia já alerta desde a semana passada: a greve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está prejudicando a produção e distribuição de remédios em todo o país.

Segundo o gerente-geral do porto seco, Edward Líbaino Martins, 80% da carga parada são compostos de matérias-primas para produção de medicamentos. Trata-se de carga perecível, avaliada em 30 milhões de reais.

Com os serviços da Anvisa, do Ministério da Agricultura e da Receita paralisados, os produtos que chegam ao local não estão sendo liberados por falta de fiscalização e estão encalhados no pátio há sete dias. O normal seria que todo o processo ocorresse em um período de 24 a 48 horas.

De acordo com o gerente-geral, além de insumos para remédios, estão retidos na estação aduaneira implantes, próteses e equipamentos médicos, como marca-passos e stents, usados em cirurgias cardíacas. Material de informática e aparelhos utilizados no bloqueio do sinal de celulares em presídios também estão presos.

Ele afirmou ainda que os funcionários da Anvisa lotados no Porto Seco do DF estão sem trabalhar há cerca de 15 dias. Os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura que atuam no local pararam as atividades no início desta semana.

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