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Zizinho 100 anos: a história do dia em que o craque vestiu a camisa do Cruzeiro trazido por ídolo do Atlético

Em dezembro de 1958, ele defendeu a Raposa em amistoso contra o Santos, de pelé

Por Alexandre Simões, 14/09/2021 às 07:00

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Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Emerson, Pelau, Dirceu Pantera, Zizinho e Nívio antes da partida entre Cruzeiro e Santos

Um dos maiores jogadores do futebol brasileiro em todos os tempos, Thomaz Soares da Silva, o Zizinho, que completa 100 anos nesta terça-feira (14), foi ídolo de Flamengo, Bangu e São Paulo, referência da Seleção Brasileira e sua principal história relacionada ao futebol mineiro é a partida única que disputou pelo Cruzeiro contra o Santos, do então garoto, mas já campeão mundial Pelé, um dos seus fãs declarados.

E este momento da trajetória cruzeirense, vivido em 23 de dezembro de 1958, teve como personagem principal um dos grandes nomes da história do Atlético, o ponta-esquerda Nívio Gabrich, décimo maior artilheiro atleticano com 133 gols em 224 partidas disputadas entre 1944 e 1951.

Após se destacar no Galo, Nívio foi contratado pelo Bangu, do Rio de Janeiro. E lá teve como um dos companheiros de ataque justamente Zizinho, que em 1950 trocou o Flamengo, onde foi revelado e ídolo, pelo clube suburbano que viveu grande fase nas décadas de 1950 e 1960.

Naquele dezembro de 1958, Zizinho já estava com 37 anos e defendia o São Paulo. Mas estava em litígio com o clube paulista. Numa negociação que começou com o convite do amigo Nívio, o Mestre Ziza foi cedido pelo Tricolor para reforçar a Raposa no amistoso contra o Santos.

A partida teve como atração principal o encontro de Pelé, que seis meses antes tinha se apresentado ao Mundo na conquista da Copa da Suécia, com Zizinho, seu ídolo de infância e uma das referências.

Em noite inspirada, Pelé, que jogava em Belo Horizonte pela primeira vez após ser campeão do mundo, brilhou intensamente. E alcançou seu único hat-trick na capital mineira balançando por três vezes a rede do goleiro cruzeirense Rossi.

Zizinho passou em branco. Os gols cruzeirenses na derrota por 4 a 2 foram marcados por Nívio, o responsável por Zizinho vestir azul naquela partida, e Amauri, em cobrança de pênalti. Pepe marcou o outro tento santista.

Carreira

Foram 30 gols e 53 jogos de Zizinho pela Seleção Brasileira, com a única Copa do Mundo disputada em 1950, quando o Brasil perdeu a taça em casa para o Uruguai, num torneio que teve o craque brasileiro como melhor jogador.

Em 3 de abril de 1957, numa derrota de 3 a 0 para a Argentina, no Campeonato Sul-Americano (Copa América) disputado no Peru, ele vestiu pela última vez a camisa da Seleção.

Três meses e quatro jogos depois, Pelé estreou com a camisa amarela, também diante dos argentinos e com derrota (2 a 1) em partida pela Copa Roca, no Maracanã.

Pelo Brasil, Zizinho foi campeão da Copa América (1949), Copa Rocca (1945), Copa Rio Branco (1950), Taça Bernardo O´Higgnis (1955), Taça Oswaldo Cruz (1955 e 1956) e Taça do Atlântico (1956).

Pelo Flamengo, foi destaque no tricampeonato carioca de 1942, 1943 e 1944. Já veterano, levou o São Paulo ao título paulista de 1957.

Zizinho é com certeza uma das maiores vítimas do período sem Copa do Mundo, entre 1938 e 1950, por causa da Segunda Guerra Mundial.

Ele viveu seu auge na década de 1940, quando a maior competição de futebol do planeta não foi disputada por causa do conflito.

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