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Vittorio Medioli deixa cargo de CEO do Cruzeiro após duas semanas na função

Por Redação, 05/01/2020 às 12:27
atualizado em: 05/01/2020 às 20:54

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Foto: Reprodução/Youtube Itatiaia
Reprodução/Youtube Itatiaia

Vittorio Medioli não é mais CEO do Cruzeiro. Após apenas duas semanas liderando o chamado Núcleo Diretivo Transitório – que assumiu o clube até a posse do novo presidente, em junho –, o empresário, que também é prefeito de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, deixou o cargo alegando que o estatuto do clube celeste não permite que ele assuma a função.

“O CEO do Cruzeiro será outro. Ficou esclarecido que o estatuto do Cruzeiro me impede de assumir. Aceitei durante 15 dias participar de uma tentativa de resgatar, que me permitiu conhecer a extensão do imbróglio azul e apresentar estratégias e medidas que o verdadeiro CEO, aquele legitimado, poderá usar”, escreveu o empresário em sua coluna deste domingo no jornal O Tempo, do qual é proprietário.

O empresário aproveitou para fazer duras críticas ao atual modelo do estatuto celeste, que chamou de “um conjunto Frankenstein de regras que atendem interesses miúdos, mesquinhos e de dominação de grupos. Não atendem a grandeza e solidez de suas finalidades. Privilegia mais o incompetente que se preste a atender interesses inconfessáveis de um estreito grupo”.

Medioli acredita que reconstrução do Cruzeiro passa pela mudança do estatuto do clube e, consequentemente, a transformação em clube-empresa.

Entretanto, Medioli ressaltou que continuará acompanhando o Cruzeiro e que vai colaborar à medida do possível. “Não posso e não vou assumir, mas não sumir. Darei tudo que posso e a lei me permite”, afirmou.

Interventor

No texto, Medioli diz que o Cruzeiro precisa de um interventor para assumir a condição de CEO e dar continuidade ao processo de reconstrução do clube. “Os últimos dias me concederam que, mais que um CEO, exposto à incerteza jurídica do cargo, o Cruzeiro precisa de um interventor amparado pela Justiça e com autoridade para executar o que for preciso. Doa a quem doer”, ressaltou.

Acusação

Vittorio Medioli também fez graves acusações contra pessoas ligadas ao Cruzeiro. Segundo ele, conselheiros e dirigentes têm participação em direitos econômicos de jogadores.

“Alguns conselheiros, dirigentes e um mundo indecifrável de figuras, capazes de qualquer coisa, se descobriu serem donos de passe de atletas, numa intrincada rede de empresas nacionais e estrangeiras que ocultam o verdadeiro titular”, disparou.

Necessidade de ‘enorme limpeza’

Por fim, Medioli destacou a necessidade da continuidade do processo de ‘enorme limpeza’ do Cruzeiro. “Não quero matar a esperança de ninguém, mas alertar que há de se fazer um trabalho enorme de limpeza, enxugamento, restauração da credibilidade e, ainda, político para que leis cabíveis amparem a migração do Cruzeiro para clube-empresa, vinculando-o assim a regras objetivas. Poderá, dessa forma, lançar ações para capitalizar o Cruzeiro, dando ao torcedor e a investidores a possibilidade de participar do seu time e lhe dar sustentabilidade.”

Palavra do Núcleo Diretivo Transitório

Saulo Fróes, presidente do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, soltou uma nota horas depois da divulgação da coluna de Vittorio Medioli para informar que o grupo vai se reunir nesta segunda-feira (6) para "traçar novas diretrizes" após a saída do CEO. Após o encontro, segundo Fróes, será dado um posicionamento oficial.

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