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Vale implementou 98 planos de emergência para barragens em Minas Gerais e testou mais de 150 sirenes em 2020

Empresa está investindo para reduzir o uso de barragens e aumentar a segurança das operações e das comunidades

Por Redação, 09/04/2021 às 14:52
atualizado em: 21/04/2021 às 11:15

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Planta de filtragem de rejeitos no Complexo Vargem Grande


A Vale já disponibilizou o Balanço Vale+ de 2020, relatório com informações sobre sua atuação econômica, social e ambiental. Esta edição tem como destaque as iniciativas da empresa para aprimorar a gestão de barragens e aumentar a segurança das pessoas e das operações. Visando desenvolver e fortalecer a cultura de prevenção nas comunidades onde atua, a Vale já implementou 98 Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBMs) em Minas Gerais. Eles englobam 126 estruturas, em mais de 15 municípios, com ações como cadastro de todos os residentes e estabelecimentos localizados na Zona de Autossalvamento (ZAS), instalação de sinalização de emergência e definição de pontos de encontro, orientação da população sobre rotas de fuga, simulados internos e externos e testes do sistema de alerta de barragens.

Vicente Alimento Junior, gerente de PAEBM da Vale, explica mais sobre esse trabalho: “A Vale tem investido constantemente em tecnologias para reduzir o uso de barragens e também aumentar a segurança tanto das estruturas, como para desenvolver a cultura de segurança nas comunidades que estão ao redor dessas estruturas. As barragens hoje, são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias pode semana, por diversos instrumentos de alta tecnologia e uma equipe técnica qualificada para dar esse acompanhamento. Periodicamente trazemos consultorias externas para realizar revisões e avaliar as condições de segurança da estrutura. Ao mesmo tempo, temos equipes dedicadas para fazer a gestão de riscos relativos às barragens, visando sempre garantir a segurança dos empregados e das comunidades vizinhas”.

Em 2020, cerca de 150 sirenes foram testadas em parceria com as Defesas Civis estadual e municipais, com o objetivo de assegurar o adequado funcionamento do sistema sonoro. Após o primeiro acionamento, com o som original da sirene, é estabelecida uma rotina mensal de testes, quando o toque passa a ser com música instrumental. Não é necessária nenhuma ação por parte da comunidade, que é informada previamente sobre as atividades.

Há, ainda, os testes silenciosos das sirenes, realizados semanalmente pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMGs), localizados na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, e na Mina de Conceição, em Itabira. Eles monitoram todas as barragens da Vale utilizando uma série de instrumentos de alta tecnologia, como: câmeras de vídeo com inteligência artificial, radares que detectam movimentações milimétricas, drones de inspeção, piezômetros (que medem a pressão d’água) e geofones (sensores para medir ondas sísmicas induzidas e naturais).

Para que todo esse planejamento funcione é preciso manter um diálogo aberto com as comunidades das regiões onde a Vale atua. Marcelo Cabral, Coordenador de Relacionamento com a Comunidade, explica mais sobre essas ações de segurança: “A Vale tem trabalhando em um plano de comunicação e relacionamento para levar informações aos moradores e demais interessados. A partir da construção coletiva com os órgãos competentes e com as comunidades nós temos trabalhado na realização de cadastro dos moradores da Zona de Autosalvamento, na implantação de pontos de encontro e rotas de fuga, na realização dos testes do sistema de alerta sonoro e nos exercícios simulados. Acreditamos que juntos, através do diálogo franco, contribuiremos para a segurança, melhoria da vida e transformação do futuro”.

A empresa também começou a utilizar, no ano passado, uma tecnologia inédita na mineração para assegurar mais agilidade, acessibilidade e precisão às informações sobre suas estruturas geotécnicas no Quadrilátero Ferrífero: um sensor eletromagnético, operado por um helicóptero, que coleta os dados sobre as barragens, cavas e reservatórios. O aerolevantamento integra as ações da Vale para reforçar o controle de suas estruturas.

Investimentos para reduzir o uso de barragens

A Vale planeja reduzir significativamente o uso de barragens e tem investido em alternativas mais seguras e sustentáveis, como a separação magnética a seco de minério de ferro, a filtragem de rejeitos e o empilhamento a seco. Em comparação com o processamento a úmido, o processamento a seco representa uma operação mais simples e segura, com maior produtividade e redução do consumo total de água em cerca de 93%. A tecnologia foi desenvolvida pela New Steel, comprada pela Vale em 2018. A previsão é que 70% da produção de minério de ferro da empresa seja feita por processamento a seco até 2024.

Também estão sendo investidos US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024 para implantação de quatro plantas de filtragem de rejeitos nas operações da Vale em Minas Gerais. A primeira delas começou a operar, de forma gradual, neste mês de março, no Complexo Vargem Grande. Ainda em 2021, espera-se iniciar a operação da primeira planta de filtragem no Complexo de Itabira. Ao longo de 2022, entrarão em operação a segunda planta no Complexo Itabira e a de Brucutu.


Barragem B3/B4

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