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Uma das maiores do país, penitenciária da Grande BH tem 800 detentos trabalhando

Por Redação , 22/10/2019 às 11:35
atualizado em: 22/10/2019 às 19:00

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Foto: MPMG/Divulgação
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No segundo capítulo da série especial sobre a busca de ex-detentos por uma vaga no mercado de trabalho, o repórter João Felipe Lolli, da Itatiaia, vai até a Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão da Neves, na Grande BH.

Uma das maiores unidades prisionais do país, com mais de 500 mil metros quadrados, a unidade tem 2.550 detentos, destes, 800 trabalham, o que torna a José Maria Alckmin a penitenciária com mais presos trabalhando em todo o estado. Metade deles trabalha fora, saindo de manhã e retornando à noite, e os outros 400 fazem trabalhos internos, em locais como uma fábrica de alho. 

Ouça a reportagem completa com João Felipe Lolli

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O advogado Fábio Piló, especialista em assuntos carcerários, explica as regras para remuneração do trabalho dos detentos. 

“A remuneração nunca é inferior a ¾ do salário mínimo, um trabalho que não pode perdurar por menos nem mais de 8 horas. Essa remuneração é dividida em três, um terço vai para o estado, como uma forma de ressarcimento pelas despesas do detento, a outra parte vai para o familiar do detento e a outra parte para o pecúlio do detento, que é sacado por ele quando ele sai do sistema prisional”.

Aos 29 anos, um detento condenado por homicídio e tentativa de homicídio afirma que a prioridade dele é estudar. “Pode me ajudar muito, e chegando lá fora que as pessoas possam também me dar essa oportunidade”.

São 810 mil detentos no Brasil, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o terceiro pais com maior número de presos, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. 

Minas Gerais tem mais 72 mil detentos, de acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Se fosse uma cidade, esse contingente seria maior que o número de habitantes de 802 das 853 cidades mineiras. Destes 72 mil, apenas oito mil, 11% do total, estudam. 

Nesta quarta-feira (23), a visita pela Penitenciária José Maria Alckmin continua. 

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