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Tasso Jereissati apresenta relatório final da reforma da Previdência na CCJ do Senado

Por Agência Brasil, 19/09/2019 às 12:48
atualizado em: 19/09/2019 às 12:54

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao apresentar nesta quinta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado seu parecer sobre a reforma da Previdência, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator do texto, rejeitou 76 emendas recebidas no plenário do Senado que poderiam mudar a proposta e obrigar a volta do texto à análise dos deputados federais.

As sugestões eram diversas. Tratavam desde alterações na regra de cálculo do benefício, nova regra de transição mais benéfica aos servidores, vedação ao acúmulo de benefícios previdenciários, mudanças na regra de pensão por morte e regras mais brandas para determinadas categorias.

Polêmica

Para acabar com a polêmica em torno do entendimento de que ajustes já feitos no texto pelo relator teriam alterado o mérito do texto e, por isso, a proposta teria que voltar que retornar à Câmara dos Deputados, Tasso mudou a redação sobre o ponto que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para os trabalhadores informais.

Ao se referir a esse grupo, no trecho que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para esses trabalhadores, ele trocou a frase "os que se encontram em situação de informalidade" para "trabalhadores de baixa renda". Na avaliação do tucano, dessa forma o texto elimina a dúvida de que se trata de um grupo adicional porque já existe um sistema especial de inclusão previdenciária.

Calendário

Conforme o calendário definido entre os líderes e a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), na próxima terça-feira (24), o relatório final será votado na Comissão. No mesmo dia, à tarde, a matéria será votada em primeiro turno no plenário da Casa, onde precisa do apoio de 49 dos 81 senadores para avançar.

Após a votação da matéria em primeiro turno, os senadores terão cinco dias corridos de prazo para novas emendas de redação em plenário. A expectativa é de que até 10 de de outubro ocorra a votação em segundo turno, se aprovado, o texto segue para promulgação.

“O Senado está dando uma demonstração de maturidade para o país. Nós sabemos que tem senadores que são contra a reforma, mas mesmo as bancadas de oposição não fizeram em nenhum momento obstrução regimental. A obstrução foi no campo das ideias” , ressaltou a presidente da CCJ.

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