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Secretário de Segurança fala sobre combate à violência e promete valorizar agentes em Minas

Por Redação, 10/01/2019 às 11:19
atualizado em: 10/01/2019 às 11:40

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O novo secretário de Segurança Pública de Minas, general Mário Lúcio Alves de Araújo, concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia, que foi ao ar nesta quinta-feira. Araújo atuou por 42 anos no Exército. Entre outras funções, foi comandante da 4ª Região Militar, autoridade máxima das forças armadas em Minas, com exceção da região do Triângulo Mineiro. Na Copa do Mundo de 2014, representou a segurança do torneio. O militar foi para a reserva no final de 2015.

A pasta comandada por ele engloba as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e os agentes penitenciários, que antes tinham uma secretaria própria, a Secretaria de Estado de Administração Prisional.

O senhor falou em enxugamento da máquina pública, e o estado passa por uma severa crise financeira. Esse cenário significa algum prejuízo para a área de segurança pública?

Nós vamos fazer esse enxugamento preservando as conquistas das gestões anteriores.

Como se combate a atuação de facções criminosas dentro dos presídios e fuga de presos?

Essa questão vamos tirar uma radiografia. Vamos analisar cada caso para buscar soluções.

Outro drama de Minas Gerais são explosões de caixas eletrônicos e bancos no interior, principalmente em cidades menores. Como prevenir?

Já tem um programa no combate a esse tipo de crime. Eu vou tomar conhecimento dessa situação, tomar parte de um grupo de trabalho que foi formado para cuidar dessa questão. Buscar as soluções que trouxeram resultado. Eu sei que é um grupo interdisciplinar, que envolve 13 instituições, inclusive o Exército.

Como evitar que armas e drogas entrem em Minas?

A resposta para essa pergunta com nove dias de trabalho eu não tenho. É quase que impossível. Mas vou registrar a pergunta e colocar foco nesse assunto. 

Até o final do ano passado tínhamos a Secretaria de Estado de Defesa Social, independente, e a Secretaria de Estado de Administração Prisional. Agora a prisional ficará na Secretaria Segurança Pública? 

Uma das diretrizes é o enxugamento da máquina. Houve, por bem, reunir num mesmo ambiente a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Administração Prisional. A nova secretaria vai abranger todas as áreas de segurança e a coordenação e interlocução dos órgãos. Vamos fazer uma política de segurança pública integrada com as demais secretarias.

Além da área prisional, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros não terão uma subordinação à secretaria, mas eles são coordenados pela secretaria?

Exatamente. Não há subordinação dos demais órgãos. Os seus comandantes e chefes têm status de secretários. Mas o governador me incumbiu de fazer a interlocução e coordenação dessas estruturas para gerar benefício para a população. Vamos fazer visitas técnicas de segurança pública nos diversos locais afastados de Belo Horizonte, buscando integrar todos os assuntos relacionados à Segurança Pública. 

O senhor já reelegeu como prioridade absoluta um raio X e melhorias no sistema prisional. O que, na prática, o senhor vai focar nesse trabalho no sistema prisional?

Nós vamos melhorar a capacitação dos agentes, regularizar o plano de carreira, aproveitar tudo o que já foi construído, valorizar os agentes que aqui estão melhorando na sua capacitação através de cursos, e buscando a lei orgânica que está pendente. 

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