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Apresentação
por Rádio Itatiaia em Jornalismo / Atualizado

Promotor que atua em processos contra importantes políticos mineiros é afastado

O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu, por unanimidade (14 votos a 0), na tarde desta terça-feira, afastar o promotor de Patrimônio Público de Minas Gerais, Eduardo Nepomuceno.

O processo foi aberto em novembro do ano passado para apurar supostas faltas funcionais. As denúncias foram feitas em 2011, quando o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Glaydson Santo Soprani Massaria, acusou Nepomuceno de dar declarações à imprensa que comprometiam o órgão, e de usurpar as competências dele ao fazer requisições de documentos que estavam sob a guarda do Tribunal de Contas.

No processo, o promotor alega que tem sofrido retaliação por ter proposto ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra Glaydson. Na época, Nepomuceno investigava irregularidades na aposentadoria de dois servidores da prefeitura de Barbacena.

No processo administrativo contra o promotor são citadas investigações sobre outros casos existentes contra ele na corregedoria do Ministério Público de Minas. Um delas proposta pelo senador Zezé Perrella, ao alegar perseguição e denunciar que, após ter sido investigado por 10 anos e ter tido o sigilo bancário quebrado, o processo foi arquivado.

Também está juntada aos autos uma investigação da corregedoria sobre o processo que apurava desvio de verbas na direção da Fecomércio. O promotor é apontado por vazamento de informação sigilosa.

Nepomuceno trabalha em outros casos importantes, como a Operação "Santo de Casa", desencadeada no dia 6 de dezembro dezembro, que investiga a suspeita de desvio de dinheiro do presidente afastado da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Wellington Magalhães.

Ele também atua no caso em que o prefeito eleito de BH, Alexandre Kalil, teve quase R$ 3 milhões bloqueados por suspeita de irregularidade no contrato de uma empresa do político com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG), em 2006.

O promotor ainda recebeu o publicitário Marcos Valério, que queria um acordo de delação premiada no mensalão tucano.

Nepomuceno deve ser transferido para outra promotoria na mesma comarca. Ele ainda não conversou com a imprensa, mas deve recorrer da decisão.

Foto: Ministério Público de Minas Gerais

Confira a reportagem de Edilene Lopes

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