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Presidente Michel Temer deu 'sinais claros' para comprar silêncio de Eduardo Cunha, diz delator

Por Agência Estado , 19/05/2017 às 15:41
atualizado em: 19/05/2017 às 15:44

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Foto: Beto Barata/PR
Beto Barata/PR

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que sempre recebeu "sinais claros" — primeiro, pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e depois, pelo presidente Michel Temer — de que era necessário fazer pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao corretor Lúcio Funaro, presos pela Lava Jato, para que ambos ficassem "calmos" e não partissem para a delação premiada.

O empresário contou que, em reunião no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março, Temer lhe disse que Cunha o "fustiga", o que entendeu como "recado de que pagasse".

O empresário relatou trecho de conversa com Temer no qual tratou dos interesses da JBS em vários órgãos do governo. "Sobre o BNDES, Temer intercedeu pessoalmente a favor do grupo do depoente, segundo ele afirmou, tendo falado com a presidenta (Maria Sílvia), o que foi infrutífero", diz trecho de documento da PGR.

Joesley relatou também que o presidente lhe assegurou que seria possível ter uma pessoa no Cade, com quem poderia ter uma "conversa franca"; e que faria serem atendidos pleitos do empresário com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

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