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'Por que eles assassinaram meu filho?', pergunta pai de desaparecido em Brumadinho

Por Redação , 08/02/2019 às 11:44
atualizado em: 08/02/2019 às 15:18

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Foto: Alessandra Mendes/Itatiaia
Alessandra Mendes/Itatiaia

Os olhos marejados de “Seu” Wilson Francelino Caetano, de 64 anos, acompanham o movimento. Incansáveis, eles buscam os homens e mulheres com uniformes vermelhos que voltam exaustos de mais um dia de trabalho cansativo em Brumadinho. Ele é pai de Luiz Paulo Caetano, de 31 anos, mecânico de manutenção, que prestava serviço para a Vale, quando a barragem rompeu, no dia 25 de janeiro.

 “Seu” Wilson está atento a qualquer sinal: um balançar de cabeça, talvez um aceno, qualquer coisa que sirva como resposta. É atrás de resposta que ele fica horas esperando junto a uma pequena porteira que dá acesso a uma área montada para atender ao público, bem na entrada do Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho, por onde passam os bombeiros no fim do dia.

“Seu” Wilson nunca tinha pisado antes neste local, que para ele é o cenário da pior recordação da sua vida. É ali, bem junto à entrada, que ele aguarda todos os dias notícias do filho desaparecido. “O meu filho está aqui”, diz, com a voz embargada.

Luiz Paulo se casou a menos de três meses, depois de esperar 10 anos. O sonho dele era ser pai. 

Inquieto, “Seu” Wilson diz que não dorme mais, não vê televisão e sofre com a esposa chorando a morte do filho. Teimoso, reafirmou que não sai do lugar enquanto não tiver uma resposta. “Tô numa esperança deles me dar meu filho para eu enterrar ele. Por que eles assassinaram meu filho?”, lamenta.

A dor é tamanha e “Seu” Wilson destaca que se pudesse trocava de lugar com o filho. “Se falasse assim, vou te dar seu filho vivo, mas você tem que morrer, era na hora”, destaca.

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