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Por causa do preço alto, carne bovina 'desaparece' dos self-services de Belo Horizonte

Restaurantes têm optado por carnes mais baratas como frango e costelinha de porco

Por Clever Ribeiro , 14/10/2021 às 08:56
atualizado em: 14/10/2021 às 10:18

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Antônio Cruz/Agência Brasil

Não é de hoje que está faltando carne de boi nos self-services de Belo Horizonte. Por causa do preço alto do corte, os restaurantes têm oferecido carnes mais baratas, como a de porco e de frango. A situação, que já está ruim, pode piorar. De acordo com um especialista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tendência para os próximos meses é que a carne de boi aumente ainda mais, isso porque com o início do período chuvoso tradicionalmente os produtores seguram as cabeças de gado para engordar os bovinos. 

Já na outra ponta, para fugir dos altos preços, inclusive dos cortes mais nobres do boi, donos de restaurante self-service tem optado pela famosa carne de segunda. Também devido as constantes mudanças de preços, alguns consumidores que almoçam em restaurantes já têm notado a falta da carne bovina no cardápio. 

O comerciante Valderízio Soares, 59 anos, relata que já notou o “sumiço” da carne de boi. “Não tem mais aquela carne de primeira, bife, está tendo só frango, costelinha de porco. Só comendo arroz e feijão, daqui a pouco é só assim, um ovo também.”

O vendedor de picolé Márcio Rogério Bonan, de 53 anos, conta que também notou a mudança nas opções de carne. “Eles estão fazendo essa opção de colocar uma carne mais barata, bem inferior também, frango que é mais barato, peixe. Está difícil.”

O empresário Marcelo de Lima, dono do restaurante Paulista Grill, no bairro Carmo, região Centro-Sul de BH, detalha como tem feito para manter a qualidade e não perder a clientela. “Infelizmente o movimento caiu muito, hoje eu opero com perda de 70% do movimento, é evidente que isso resvala no nosso faturamento, e, por outro lado, eu não posso de forma alguma mexer na qualidade dos meus produtos. É um momento muito desafiador que nós estamos vivendo. 80% do meu negócio é um prato com preço fixo, este valor é muito difícil de alterar, eu estou tentando mexer para aumentar um pouco do meu ticket médio são os pratos especiais do churrasco, uma picanha, uma tilápia, este eu consigo agregar um pouco.”

O supervisor estadual de pesquisas agropecuárias do IBGE, Humberto Silva algum Augusto, explica alguns motivos que levam ao aumento do preço da carne e também detalha porque os cortes bovinos devem ficar ainda mais caros nos próximos meses. “A maior parte da criação bovina é conduzida a cria no pasto, então depende de construção climática, então os meses mais secos do ano, principalmente, a tendência é do pasto piorar e os criadores tendem a trazer os animais vende-los para os abatedores para conseguir manter a capacidade do pasto. Então no meio do ano quando você ver o histórico ao longo dos anos tem um aumento da oferta. Agora a gente está entrando no período de chuvas, as pastagens começam a melhorar e o criador tem de assegurar esse animal no pasto para que ele ganhe peso. Nos dois próximos trimestres tem uma tendência do criador segurar esse animal e diminuir a oferta, diminuindo oferta a tendência do preço não é abaixar.”
 

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