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Pai de fisiculturista que morreu em boate em Belo Horizonte pede esclarecimentos sobre o caso

Por Redação , 12/09/2017 às 18:50
atualizado em: 12/09/2017 às 19:03

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Ana Cecília Carneiro/Itatiaia

O pai do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, de 25 anos, que morreu na boate Hangar 677, no Bairro Olhos D'Água, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, procurou a polícia na tarde desta terça-feira para pedir ajuda na investigação do caso.

Dênis Pontelo foi ao Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa em busca de esclarecimentos sobre a morte do filho, ocorrida no dia 2 de setembro. A causa do óbito ainda será esclarecido pela Polícia Civil após o resultado da autópsia e das investigações.

Advogado questiona versão de que rapaz tenha sido espancado por seguranças

"Estou vindo aqui pedindo se eles ajudam a gente a esclarecer. O fato está aí para todos verem", afirmou. "Quem fez essa monstruosidade, que seja mostrado para nós, da sociedade, para vermos o tamanho do monstro que ele é, e que a justiça seja feita. Entrego nas mãos de Deus e da Justiça."

Ele também pede que as autoridades públicas criem formas de evitar novos casos semelhantes. "Nosso filho sair para uma casa noturna passear e o próprio segurança cobre o coro no pessoal? Eu peço aos órgãos competentes, aos deputados, para poderem criar uma lei que possa ajudar a gente nessa questão de casas noturnas", declarou, lembrando que houve outras situações de agressões em boates na capital mineira.

O caso

Segundo os militares da 126ª Companhia do 5º Batalhão, há duas versões para o caso. Os seguranças da casa de shows contaram que acionaram a Polícia Militar porque o rapaz estava traficando drogas no local. Ainda segundo o relato, Allan estaria com maconha e comprimidos de ecstasy e, ao ser abordado, teria ficado muito agitado, passado mal e morrido após sofrer um ataque cardíaco. Quando os policiais chegaram já encontraram o rapaz morto. Já um amigo da vítima disse que os dois teriam sido abordados pelos funcionários no banheiro e levados para um local onde começou a agressão. 

De acordo com a polícia, no corpo de Allan há algumas marcas que apontam para uma possível agressão. O fisiculturista estava com machucados na boca, nos pés e com arranhões nas costas. Mas para o advogado da empresa CY Security, que presta serviço para a boate, Ércio Quaresma, as lesões foram devido à fuga, e não ao suposto espancamento dos seguranças da boate.

“Ele empreendeu fuga pulando grades. Foi ao solo. Essas lesões certamente são oriundas dessa fuga. Porque ele fugiria? Pela iminência do flagrante de tráfico de drogas. A lesão na boca foi pela queda. Todas essas questões serão apuradas no inquérito policial, assim como o relatório da necropsia”, declarou.

Marcela Pimenta, namorada de Allan, se mostrou revoltada com a postura dos seguranças da boate. “Isso não está acontecendo, não é possível. Ele é tão do bem. Esses seguranças sempre fazem isso, sempre vejo eles batendo em menino em festa, eles adoram bater. Isso não é segurança. Eles contratam qualquer um para ser segurança de festa, isso está mais do que comprovado. Os seguranças se acham quando estão trabalhando e querem surrar a pessoa. Se sentem no direito de bater nas pessoas”, criticou.

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