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Osvaldo Faria

Coragem para dizer a verdade! Não há marca mais forte na crônica esportiva mineira que a frase que virou sinônimo de Osvaldo Faria

Por Da Redação, 20/08/2021 às 15:51
atualizado em: 25/08/2021 às 12:33

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Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Osvaldo Faria foi um dos seis jornalistas brasileiros que cobriram dez Copas do Mundo até 1998

Coragem para dizer a verdade!

Não há marca mais forte na crônica esportiva mineira que a frase que virou sinônimo de Osvaldo Faria, um dos responsáveis por fazer da Itatiaia não só a Rádio de Minas, mas uma das emissoras mais respeitadas do Brasil.

Foram 44 anos de uma parceira recheada de muitas inovações, com ele ajudando os amigos Januário e Emanuel Carneiro a escreverem um dos capítulos mais importantes da história do jornalismo mineiro.

Em 9 de novembro de 1958, pouco mais de quatro meses após a Seleção Brasileira ser campeã mundial na Suécia, Osvaldo ia para Sabará, cobrir um Siderúrgica x América, pela Campeonato Mineiro, de táxi, com Januário, Ulpiano Chaves e Pedro Carrapeta, quando na estrada ouviram Jorge Curi anunciar que a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, transmitiria o Campeonato Sul-Americano, atual Copa América, em 1959, diretamente de Buenos Aires.

A chamada gerou brincadeiras, mas também uma obsessão. E em 10 de março de 1959, do Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a primeira partida oficial do Brasil após a conquista da Copa da Suécia era um marco importante na história da Itatiaia.

Januário tinha ao seu lado na bancada Waldir Rodrigues e Osvaldo Faria, um trio que fez nascer a marcante frase: “nós abrimos para o rádio de Minas os caminhos de todos os continentes”.

Apesar de ter gravado seu nome na história da imprensa esportiva brasileira, Osvaldo era um jornalista que se formou pensando muito além do futebol.

Ele entrou na rádio graças às suas sugestões para um programa musical que a ótica onde trabalhava, no Centro de Belo Horizonte, patrocinava. Eram tantas mudanças propostas, que foi convidado para apresentar a atração. Logo depois substituiu um plantonista esportivo que tinha faltado e tinha início a caminhada de um dos maiores e mais respeitados cronistas esportivos do Brasil. Um caso que exemplifica bem como o pensamento de Osvaldo Faria ia além da curva, assim como o de Januário Carneiro, foi sua proposta para criar na Itatiaia um programa policial, não só para falar dos crimes que ocorriam na cidade, mas para ouvir e contar as histórias de quem os cometia. Assim nascia o “Rádio Polícia”, um dos maiores sucessos da emissora em toda a sua trajetória.

Mas Osvaldo foi além. No livro pelo cinquentenário da rádio, escrito por Eduardo Costa e Kao Martins, eles revelam que pelas suas andanças pelos distritos policiais de Belo Horizonte, ele conheceu a história de Caryl Chessman, o “Bandido da Luz Vermelha”, condenado à câmara de gás em San Quentin, nos Estados Unidos, por causa de estupros e assassinatos.

E fez a proposta, para espanto até de Januário, de ir aos Estados Unidos fazer a entrevista. O patrão, depois do susto, concordou caso fossem vendidas as cotas de patrocínio. E isso aconteceu.

Foi um marco na trajetória já de ascensão da Itatiaia, que naquela época já vivia tempos de investimentos em equipamentos, estrutura e pessoal, a entrevista com o “Bandido da Luz Vermelha” no dia em que ele tinha sido executado nos Estados Unidos, num caso que teve grande repercussão no Brasil.

Suas análises nos jogos, como comentarista, marcaram época, assim como seu comentário diário no Rádio Esportes, um dos programas de maior audiência da Itatiaia desde sua criação e que o teve também como um dos apresentadores no começo.

Além disso, teve papel fundamental para a construção não só do Mineirão (Estádio Governador Magalhães Pinto), mas também do Mineirinho (Ginásio Poliesportivo Jornalista Felipe Drummond), com opiniões e campanhas para que esses dois sonhos do esporte mineiro se concretizassem.

Desde 1966, na Inglaterra, Osvaldo Faria foi presença constante em todas as Copas do Mundo até 1998, na França, país onde morreu em 30 de junho de 2000, deixando para sempre uma marca que, na verdade, é uma lição para qualquer comentarista: “Coragem para dizer a verdade”.

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