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No Dia Internacional da Mulher, especialista alerta para importância dos cuidados com a saúde feminina

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 08/03/2019 às 10:38
atualizado em: 08/03/2019 às 10:39

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Em pleno século XXI, milhões de mulheres ainda sentem vergonha de ir ao ginecologista. De acordo com uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, em parceria com o Datafolha, mais de 26 milhões de brasileiras estão com sua saúde ginecológica desassistida, 11% delas não vão ao médico por vergonha. Ainda segundo o  levantamento, 4 milhões de mulheres acima dos 16 anos nunca foram ao ginecologista. 

Para o presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, Carlos Henrique Mascarenhas Silva, os dados são alarmantes. “Esses resultados são preocupantes, pois essa parcela da população que está desassistida corre o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. É preciso divulgar a importância do ginecologista na vida das mulheres, que deveriam procurar atendimento desde a primeira menstruação. Informar a mulher sobre como cuidar da sua saúde, entender como seu corpo funciona e incentivar visitas regulares ao ginecologista não deve nunca ser considerado um insulto”, destaca. 

“A mulher não vai ao ginecologista por causa de vergonha do corpo, vergonha cultural, que foi colocada na cabeça da mulher desde criança, vergonha de falar sobre os nomes que denominam os órgãos sexuais como vagina e pênis. Nós temos que entender que esses órgãos também fazem parte do corpo humano, assim como perna e braço. Precisamos falar disso para excluir essa vergonha”, diz o ginecologista.

O médico ressalta que para quebrar esse medo das mulheres as informações sobre a saúde feminina devem ser trabalhadas nas mídias sociais e na imprensa de modo geral, para que esse movimento desperte interesse nas pessoas para discutir o assunto em casa. 

“A mulher bem informada  vai procurar se prevenir contra várias doenças, como o câncer de mama, o de cólo do útero e até doenças sexualmente transmissíveis. É uma gama de conhecimento que vai incentivar a procura pelo acompanhamento médico”, detalha  Carlos Henrique Mascarenhas Silva, presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

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