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Médicos explicam por que Adilson precisou aposentar; jogador se emociona em despedida

Por Redação, 12/07/2019 às 16:34
atualizado em: 12/07/2019 às 17:40

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O volante Adilson, do Atlético, encerrou a carreira como jogador de futebol devido a um problema cardíaco. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira pelo próprio atleta, de 32 anos, pelo diretor de futebol, Rui Costa, pelo diretor médico, Rodrigo Lasmar, e pelo cardiologista, Haroldo Aleixo. Na sala de coletiva da Cidade do Galo também estavam os jogadores alvinegros, que aplaudiram o colega após ele, emocionado, se pronunciar. Apesar de deixar os gramados, Adilson continuará no Atlético.

Haroldo afirmou que um exame realizado na intertemporada identificou no atleta uma cardiomiopatia hipertrófica, o que, segundo o médico, é uma formação de fibras musculares de forma inadequada e ocorre por uma questão hereditária. “O coração pode hipertrofiar em alguns segmentos. Essa hipertrofia é potencialmente geradora de arritmia durante o esforço”. Segundo Lasmar, Adilson não teve qualquer sintoma. “Ele apresentava histórico familiar e pequenos critérios que justificavam exames com frequência um pouco maior. Isso é comum no futebol”. 

Haroldo disse que o coração do volante funciona normalmente no bombeamento de sangue e que a arritmia pode nunca ocorrer, mas, devido ao risco, Adilson não deve praticar atividades físicas competitivas. “Elas podem atuar como gatilho para predispor uma arritmia e ela levá-lo a uma morte súbita. Ele não tem nenhuma doença manifesta clinicamente”, declarou. “Não há nenhuma indicação médica de tratamento ou cuidados especiais.”

De acordo com o cardiologista, o médico pessoal do jogador e outro especialista foram consultados. “Houve unanimidade por abreviar a continuidade da carreira do Adilson”, ressaltou.

O futuro

Adilson emocionou-se e agradeceu ao clube e o carinho dos colegas. “É isso que me fortalece, é isso que eu gostaria de receber. Agradeço a vocês por tudo que têm feito, não só por este momento, por tudo que fizemos nos últimos anos. A relação comigo foi sempre de muito respeito e apoio. Eu queria tranquilizar a todos que estou bem. Eu sempre estive muito bem. A vida vai seguir, vou seguir aqui no dia a dia do clube. Minha filha vai nascer agora, dia 22. Tenho muitos motivos para ser feliz”, disse, chorando. Um dos atletas que estavam na sala, o lateral-direito Patric subiu no local de entrevistas e abraçou o colega.

O volante pediu que todos, principalmente a imprensa, tenham cuidado ao tratar do assunto. “Achei que ia ser mais fácil estar aqui e falar. Sei que minha família está sofrendo. Respeitem todo esse processo, como vocês têm me respeitado até então. A vida vai seguir, com minha filha agora chegando. Vou estar junto dessa rapaziada, que tenho como irmãos. Eu acredito muito neles. Eles são a última chance que eu tenho de ganhar um troféu grande. Ainda há essa chance, acredito muito neles. E vou estar aqui neste processo”, contou o jogador, aplaudido pelos companheiros.

O contrato dele com o Atlético vai até dezembro de 2020. Rui Costa, que considerou este um dos dias mais difíceis da própria carreira, explicou que, a pedido do clube e por vontade de Adilson, o atleta continuará no Galo. “Ele vai experimentar experiências que possam deixá-lo aqui e que ele possa perceber se vai querer ser integrante de comissão técnica, se vai querer fazer um curso de gestão, se ele vai querer ficar no meu lugar, se ele vai querer trabalhar comigo, se ele vai querer trabalhar com o pessoal. Não nos interessa discutir centavo, seguro, o que a gente quer é o Adilson feliz com a gente”, relatou.

História

Adilson iniciou a carreira no Caxias-RS, em 2005. No ano seguinte foi para o Grêmio, onde foi campeão gaúcho em 2007 e 2010 e ficou até 2011, quando se transferiu para o Terek Grozny-RUS. Em março de 2017 foi contratado pelo Atlético e ganhou o campeonato mineiro daquele ano. Pelo time alvinegro ele disputou 99 jogos e marcou dois gols.

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