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Durante quase uma hora, o treinador falou sobre diversos assuntos, entre eles a atual situação da Raposa no Campeonato Brasileiro. O comandante celeste disse que time precisará de fazer o básico para vencer as partidas restantes e escapar do descenso

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Por Editoria de web, 11/08/2016 às 11:26

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Foto: Ouça a entrevista completa com o técnico Mano Menezes no programa Bastidores
Ouça a entrevista completa com o técnico Mano Menezes no programa Bastidores

Técnico do Cruzeiro há menos de um mês, Mano Menezes foi o convidado do programa Bastidores desta quarta-feira. Durante quase uma hora, o treinador falou sobre diversos assuntos, entre eles a atual situação da Raposa no Campeonato Brasileiro. O comandante celeste disse que time precisará de fazer o básico para vencer as partidas restantes e escapar do descenso.

Mano também foi questionado sobre o motivo do goleiro Fábio não ser convocado para a Seleção Brasileira, inclusive no período em que ele era o técnico. O treinador, que explicou sobre o curso de reciclagem que fez na Europa, ainda falou que não tem intenção de voltar à seleção e contou como pensa em utilizar Arrascaeta na equipe titular do Cruzeiro. Por fim, ressaltou que pretende aproveitar Júlio Baptista, recuperado de uma cirurgia no joelho realizada no início deste ano.

Confira os principais pontos da entrevista com o técnico do Cruzeiro:

Porque o Cruzeiro não engrenou neste ano?

“Existem algumas questões importantes depois que uma equipe se torna vencedora, no caso do Cruzeiro, bicampeão brasileiro. Você tem uma tendência de acreditar que, mesmo se o início não seja tão bom, as coisas naturalmente vão entrar nos trilhos porque o time é vencedor, você é bicampeão brasileiro. E, às vezes, elas demoram um pouco. Neste imediatismo que o futebol exige hoje, vão se tomando decisões, que retardam ou aceleram a retomada”

“Outros clubes também viveram esse momento. No ano anterior eu dirigi o Corinthians. Quando cheguei, o sentimento era que o grupo achava que a qualquer momento ele resolveria todas as questões, mas às vezes você não consegue. Tentar achar as causas e a busca dela nem sempre é tão simples”

'Hora do básico e do simples' para fugir do rebaixamento

“Eu acredito muito em organização de equipe. Lógico que todos os técnicos buscam isso. Vou procurar dar isso ao Cruzeiro, é o que tenho feito nesses jogos. Uma ideia clara de como os jogadores devem se comportar e cumprir o básico, porque é a hora do básico, do simples, não do excepcional”

“Claro que o momento cria dificuldades, o Cruzeiro não está acostumado a jogar nesta posição da tabela. Para outras equipes isso pode ser muito mais natural, toda temporada conviver com isso, com pressão para não ser rebaixado. O Cruzeiro está vindo de outro tipo de pressão, para ser campeão brasileiro. Às vezes, você não sabe se comportar nesta hora, na simplicidade que o momento exige. A conversa tem sido nesta direção e os jogadores têm assimilado bem. O exemplo é a última partida, contra a Chapecoense”

7 x 1 da Seleção na Copa

“Eu vi a seleção jogando a Copa com indiferença. Pra minha tristeza, foi o que sobrou do meu sentimento em relação à Seleção Brasileira. Não consigo ter raiva, mas aquilo me trouxe uma indiferença em relação à seleção e eu vi toda a Copa do Mundo com esse sentimento, inclusive o 7 a 1. Vi com muita tristeza porque fomos submetidos, como futebol, ao nosso pior momento”

Demissão da Seleção Brasileira

“Eu penso que é mais fácil você escolher o Felipão e o Parreira para dirigir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo no país. Porque à medida que você faz uma escolha dessa, você transfere toda a responsabilidade para os dois últimos treinadores que foram campeões com a seleção. Os dirigentes que temos lá (na CBF) gostam de transferir a responsabilidade”

Você acha que volta à Seleção Brasileira algum dia?

“Não é a minha intenção”

Estilo de jogo das suas equipes

“Penso que o técnico tem que ter uma linha de conduta. Dentro dessa linha você vai perder e ganhar. Se você não tê-la, vai se perder pelo caminho. Nessa avalanche de críticas e de elogios, que te levam para um lado ou para o outro em cima de um resultado de uma partida, te transformam em um sujeito que você não é, nem com tantos defeitos e nem com muitas qualidades”

“Gosto que as minhas equipes tenham a posse de bola. Vejo o futebol até o meio-campo com equipes que saibam tirar a pressão, rodar a bola para encontrar o melhor caminho para iniciar a etapa de construção de um ataque. Tudo começa por uma boa saída de bola. Uma equipe que não tem uma boa saída de bola dificilmente vai construir um bom ataque. Para isso, você precisa ter zagueiro que saiba sair jogando, não pode ser um defensor chutador, assustado, que com qualquer pressão já chuta a bola lá pra frente. E precisa treinar posicionamento. Do meio-campo pra frente, você já pode acelerar e deve acelerar”

Porque Fábio não era convocado quando você foi técnico da Seleção Brasileira?

“Eu cheguei a levar o Fábio para uma convocação, se não me engano no Superclássico das Américas contra a Argentina. Mas a gente tinha uma ideia clara do que queríamos fazer. A posição é difícil e eu queria encontrar um goleiro que tivesse vida longa na Seleção Brasileira. O Júlio César estava encerrando e ele ainda seria o goleiro mais experiente caso precisasse para a Copa. Então, já tínhamos um goleiro nesta faixa etária e os outros dois a gente queria fazer um escalonamento, com um goleiro intermediário e outro bem jovem”

“A posição é muito delicada. Você troca vários jogadores de posição, mas o número 1 precisa ser definido e essa era a ideia. Por isso que não levamos o Fábio”

Fábio não é convocado por ser muito religioso?

“Não vejo problema nenhum sobre isso. Quando estava na Seleção sempre disse que todos temos a nossa fé a nossa religião, vamos respeitar individualmente. Só penso que não é necessário que se faça um culto mais fervoroso da sua fé dentro da seleção brasileira. Porque ali não é o lugar que você tem que provar que é mais isso ou aquilo”

O que falta para o Gabriel Xavier ter mais oportunidades?

“O momento mais importante é definirmos ideias. Se formos falar de nomes, vamos ter vários que podem estar ou não. Nos momentos mais difíceis, os jogadores que não estão são a solução. Mas para o técnico não. Primeiro quero definir um jeito da equipe e, de dentro desse jeito, ver onde cada jogador pode se encaixar para render bem. E o Gabriel está dentro desse contexto”

Com o atual time do Cruzeiro, dá para conquistar algum título em 2016?

“Acho muito cedo para falar sobre o ano que vem. Um grupo que é composto por 42 jogadores precisa primeiro passar por uma avaliação, os que devem ser mantidos e os que não. A partir daí, pensar em acréscimo (reforços). Mas primeiro temos que avaliar os que estão aqui”

Júlio Baptista está nos planos?

“Sim. Ele está voltando e treinando com o grupo. Existe a possibilidade de nos próximos jogos ele já figurar entre os relacionados. É um primeiro período, vamos esperar e ele vai nos dizendo como está reagindo. Mas é um jogador que está nos planos para a gente fazer essa última parte da temporada”

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