PMC - Maxi 970 x 150

Notícias

Justiça decreta prisão preventiva de homem acusado de estuprar sobrinhos em BH

Por Com informações do TJMG , 22/08/2019 às 16:19
atualizado em: 22/08/2019 às 16:25

Texto:

A juíza da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente de Belo Horizonte, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, aceitou o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e decretou a prisão preventiva de um homem de 68 anos acusado de estuprar a sobrinha e o irmão dela, portador de paralisia cerebral.

A magistrada apurava o crime hediondo e, após relato da vítima, entendeu que a prisão era necessária para que “mais nenhuma adolescente ou pessoa com deficiência fosse por ele estuprada”. O processo tramita em segredo de Justiça.

O acusado respondia ao processo em liberdade e compareceu à audiência, no dia 20 de agosto, após ser localizado em um novo endereço residencial. Ele havia se mudado e não informou seu paradeiro no processo criminal. “É ainda mais provável que ele se sinta motivado a se esconder, como já fez em situações outras”, ressaltou, em seu pedido de prisão, a promotora Andréa Mismotto Carelli.

Segundo a denúncia, os abusos sexuais contra a sobrinha começaram quando ela tinha oito anos de idade e continuaram, reiteradamente, até os 12 anos. Foi colhido depoimento especial da vítima por uma psicóloga judicial, ela contou sobre os ataques e revelou também que o tio estuprou o irmão menor e portador de paralisia cerebral. O homem queimava a adolescente com cigarro e a ameaçava com um canivete para que ela não contasse nada a ninguém sobre os ataques. “Chocante constatar as agruras às quais ele submeteu a sua própria sobrinha e sobrinho. Desta forma, trata-se de um sujeito sem escrúpulos, não apresenta amarras morais e não poupa nem as pessoas com as quais convive de lhes infligir sofrimento com o mero escopo de satisfazer sua imensurável lascívia”, destacou o MPMG.

A defesa do réu evidenciou que a prisão preventiva não seria necessária, pois nenhuma outra prova ou depoimento, além da adolescente, indicou que o acusado está “colocando em risco a instauração criminal ou conveniência da ordem pública”.

A juíza Marixa Rodrigues entendeu que é facultada ao magistrado a decretação da prisão preventiva em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, sendo aplicada quando há prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Para ela, a prisão “não viola o princípio da presunção da inocência, posto não se tratar de uma espécie de antecipação de pena”, disse. O processo criminal continua seu trâmite normal e não tem previsão de data para sentença final.
 

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link