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"Eu tampava a boca dela, colocava a faca no pescoço e pedia para não gritar

Sabará

Por Rádio Itatiaia , 06/01/2017 às 21:18
atualizado em: 07/01/2017 às 10:50

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"Eu tampava a boca dela, colocava a faca no pescoço e pedia para não gritar. Aí eu cometia o ato, o estupro. Eu levava ela para o mato, mandava ela tirar a roupa, colocava a camisinha e transava com elas." O relato é de Luiz Francisco da Silva, de 46 anos, que abusou sexualmente de pelo menos 13 mulheres, conforme ele mesmo contou à Polícia Civil, na linha férrea do Bairro Nossa Senhora de Fátima, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Preso, ele foi apresentado nesta sexta-feira e confessou, além de estuprar, espancar algumas de suas vítimas. Os crimes eram cometidos desde 2012. "No momento em que a gente vê uma mulher passando sozinha tarde de noite, não sei o que dá na gente, não", disse. Geralmente, as vítimas eram morenas e tinham mais de 30 anos.

Algumas delas foram cortadas por ele, que as abordava com uma faca. Segundo a delegada Alessandra Álvares Bueno da Rosa, da 2ª Delegacia de Sabará, a violência aumentava a cada crime. "Com as duas últimas vítimas ele usou requintes de crueldade, inclusive introduzindo a mão na vagina da vítima. E a essa última ele dizia até que queria tirar o útero da vítima com as mãos", afirmou.

A delegada explica que, quando foi à casa de uma das vítimas – porque esta não conseguia sequer andar –, a mulher a entregou um líquido. Luiz admitiu, mais tarde, ser álcool. "A intenção dele era deixar a vítima desacordada tomando álcool puro, e ela cuspiu. Mesmo assim, ele jogou no rosto dela inteiro, inclusive nos olhos."

Outra mulher teve a cabeça batida contra uma pedra. Quase desmaiando, a vítima pediu ajuda a ele para vestir as calças, mas o homem a empurrou contra um barranco de 3m, o que a deixou desacordada, descreve a delegada. Luiz afirmou ter se arrependido dos crimes. "Agora vem cair a ficha de tanto mal que eu fiz a elas. Preferia ter matado. Pelo menos elas não iam ficar com essa dor, esse sofrimento", declarou. De acordo com ele, caso não fosse preso, seria possível que continuasse a estuprar. "Como se diz: enquanto a polícia não pega, a pessoa não para de agir," admitiu.

A delegada Alessandra Rosa pede para que as vítimas que reconhecerem o homem procurem a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Sabará. "Quanto mais casos forem fechados, maior a pena dele", disse.

Confira a reportagem de Ana Cecília Carneiro

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