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100 anos em 10 momentos: a história do Cruzeiro década por década

Do sonho do ‘grande clube da cidade’ as ‘páginas heroicas e imortais’

Por Redação, 02/01/2021 às 06:00
atualizado em: 02/01/2021 às 14:56

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Em 2 de janeiro de 1921 nascia o Societá Sportiva Palestra Itália. Em reunião na Casa Itália, na rua Tamóios, Centro de Belo Horizonte, 95 desportistas de origem italiana, aprovaram o primeiro Estatuto do Cruzeiro - oriundo de outro Palestra Itália, de São Paulo, atual Palmeiras. 

Ainda no primeiro semestre de existência, o clube fez sua primeira partida (3 de abril de 1921) e primeiro clássico contra o Atlético, dia 17 de abril de 1921, vencendo por 3 a 0. 

A década ficou marcada ainda pela inauguração do estádio, em 1923, no Barro Preto. E a conquista do tricampeonato da Cidade, em 1928, 1929 e 1939. 

Em uma década de pouco título, o Palestra Itália se consolidava enquanto instituição, atuante nas decisões políticas do esporte e vitrine de grandes jogadores.

Um dos mais importantes nomes do clube marcou a década: Niginho. Além de sua grande contribuição ao time celeste, foi o primeiro atleta a atuar e marcar gol pela Seleção Brasileira (em 1936), além de ser a primeira venda a outro clube (1937).

O primeiro e o último ano da década foram marcados pelos títulos do Campeonato da Cidade (Mineiro). O último, porém, a decisão só foi encerrada em janeiro do ano seguinte.

Entra em campo o Cruzeiro Esporte Clube. Por causa da Segunda Guerra Mundial, o Societá Sportiva Palestra Itália, que homenageia um dos países mais combatentes da guerra, substitui o nome inicialmente para Palestra Mineiro até que, oito meses depois, em outubro de 1942, o Conselho Deliberativo, em votação, renomeia o clube como Cruzeiro.

Outra renovação é no campo do Barro Preto, que na metade da década passa por obras para se transformar em um estádio com arquibancadas de alvenaria e capacidade para 15 mil torcedores.

No campo, o Cruzeiro conquistou o tricampeonato da Cidade (Mineiro) com as taças de 1943, 1944 e 1945. Depois, veio o maior jejum de títulos estaduais da história, que durou até a próxima década.

O Cruzeiro viveu na década de 50 um período que começou com grave crise financeira e terminou com o início de mais um tricampeonato mineiro.

Na parte administrativa, os problemas financeiros chegaram a motivar um possível encerramento das atividades do clube. Em 1056, a reforma da sede social do Barro Preto trouxe novas receitas com o aumento de sócios, que permitiu a reconstrução do futebol.

Em campo, jogos históricos: o primeiro encontro com Santos de Pelé (1958); a primeira partida com a camisa azul com as cinco estrelas (1959) e o primeiro jogo em uma competição nacional, a Taça Brasil (1960).

O Cruzeiro deixa as fronteiras de Minas Gerais para colocar seu nome na história do futebol nacional. Foram seis dos dez títulos estaduais da década e a inédita Taça Brasil, superando o pentacampeão Santos de Pelé, em 1966.

Foi também o início dos grandes ídolos celestes: Piazza, Raul, Zé Carlos, Procópio, Dirceu Lopes, Natal e o maior artilheiro da história do clube, Tostão. O atacante foi também o primeiro jogador de um time mineiro a jogar e marcar gol em Copa (na Inglaterra, 1966), além de, ao lado de Piazza, ser titular do time tricampeão do mundo no México (outro cruzeirense, Fontana, estava na reserva).

A década de 1960 é marcada para muitos como o maior time da história do Cruzeiro.

De década em década, o Cruzeiro foi elevando suas fronteiras. Depois de conquistar o Brasil, nos anos 70 levantou o troféu continental. Foi nesse período também que a Toca da Raposa inaugurou. O fim da década, porém, foi de nova crise técnica e financeira no clube.

Foi no dia 30 de julho de 1976 a vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, da Argentina, no Estádio Nacional, em Santiago, que garantiu a conquista da Copa Libertadores. Para muitos, o maior título da história cruzeirense.

Além do esquadrão que já brilhava desde a década passada com a camisa celeste, a década de 70 marcou a chegada de Palhinha, Joãozinho, Eduardo e Roberto Batata (que faleceu, em um acidente de carro, durante a campanha do título da Libertadores 76).

A década de 80 foi de ajustes internos para o que viria a seguir. Ainda em grave crise técnica e financeira, foi na segunda metade que os títulos e boas atuações retomaram com confiança.

Apesar do título mineiro de 1984, foram os de 87 e 90 que alicerçaram o clube para uma década gloriosa que estava por vir. Além disso, houve as boas campanhas no Brasileiro de 86 a 89 e a final da primeira edição da Supercopa da Libertadores, com o Racing, da Argentina, em 1988.

O Cruzeiro teve um camisa 10 marcante: Careca. Decisivo em clássicos, títulos e constantemente chamado à Seleção Brasileira – que também teve outros cruzeirenses da época: Geraldão, Douglas, Ademir Adilson e Paulão.

A famosa década de ouro colocou o Cruzeiro entre os gigantes. Títulos nacionais e internacionais, a apresentação de Ronaldo Fenômeno ao mundo e a superação e viradas em jogos diante dos, até então, favoritos.

Foram 17 títulos em dez anos: Copas do Brasil, Libertadores, Recopa, Supercopas, Mineiros e muito mais! De 1991 a 2000, o clube não ficou uma temporada sequer sem levantar um troféu. Destaque para a primeira e segunda conquistas da Copa do Brasil de sua história, em 1993 e 1996 e o bicampeonato da Libertadores, em 1997.

Além de lançar Ronaldo Fenômeno ao mundo, a Toca da Raposa se povoou de ídolos celestes como Boiadeiro, Renato Gaúcho, Luizinho, Cleison, Nonato, Dida, Marcelo Ramos, Palhinha, Fábio Júnior e Sorín, além do volante Ricardinho, maior campeão da história do clube, que conquistou 15 títulos oficiais com a camisa cruzeirense.

Depois de uma década de ouro, a expectativa era de se manter nos pódios, e tudo veio de uma vez: 2003. Além da Tríplice Coroa, o início do século 21 marcou a chegada de novos ídolos e a inauguração da Toca da Raposa II e a sede administrativa do Barro Preto.

Em uma única temporada, um feito único: a conquista do Brasileirão e Copa do Brasil, além do estadual – inédito no Brasil. A equipe de Vanderlei Luxemburgo entrou para a história sob a maestria de Alex, na companhia de Gomes, Maurinho, Edu Dracena, Luisão, Cris, Leandro, Maldonado, Wendel, Deivid, Aristizábel e Mota.

Entre outros, a década ainda eternizou Sorín e o início da trajetória de Fábio, que é o jogador que mais vestiu a camisa cruzeirense e está há 15 anos defendendo o gol celeste.

A década de oscilação: grandes títulos e grande crise. Começou com a goleada histórica sobre o Atlético, por 6 a 1, em 2011; depois vieram o bicampeonato brasileiro, em 2013 e 2014, e o bicampeonato da Copa do Brasil, em 2017 e 2018. Mas encerra o período com a inédita queda para a Série B e uma das maiores crises financeiras e administrativas de sua história.

Em campo, Montillo iniciou a década como protagonista, passando o bastão para Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, que comandaram os campeões de 2013 e 2014; depois, Dedé, Thiago Neves e Arrascaeta, nos títulos de 2017 e 2018. Em 2019, o promissor início encerrou com o rebaixamento.

A década se encerra com um 2020 conturbado, mas que inicia a reconstrução do clube dentro e fora das quatro linhas. 

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