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‘Gol do Guarda’, início do hexa e massacre azul; muita história nos anos terminados em 8

Por Alexandre Simões, 15/01/2018 às 17:26

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O Campeonato Mineiro 2018 começa nesta quarta-feira (17) e se seguir a tradição com certeza será especial. Desde 1918, todas as edições terminadas em 8 sempre tiveram muita história, a maior delas, sem dúvida, o famoso “Gol do Guarda”, na decisão de 1948, vencida pelo América. Mas há ainda a primeira taça do Cruzeiro, ainda como Palestra Itália, em 1928, e o início da campanha do hexacampeonato do Atlético, em 1978.

Confira abaixo a história de cada Estadual em anos terminados em 8.

1918

Celso Mascarenhas foi um dos destaques do time do América que, dentro do histórico  decacampeonato, conquistou o primeiro tri em 1918 (Crédito: Livro América - o 'deca-campeão)

O Villa Nova disputa pela primeira vez o Campeonato Mineiro, iniciado em 1915 e que contava apenas com clubes de Belo Horizonte. Mas o fato de os times de Belo Horizonte não aceitarem ir jogar em Nova Lima faz com que o Leão abandone a disputa após o turno. O deslocamento de BH a Nova Lima naquela época era muito difícil. E o campeonato era disputado com quadros principal e secundário. E o Villa tinha de arcar com as despesas de deslocamento das duas equipes. Além disso, durante a competição explodiu uma epidemia de Gripe Espanhola, o que determinou até mesmo a paralisação do campeonato por cerca de três meses. Com isso, foi determinado que se evitasse as viagens. O América, dentro da campanha do deca, conquista o tri.

1928

O Palestra Itália conquista o seu primeiro título mineiro. O clube considera o torneio da Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET), dissidência da Liga Mineira de Desportes Terrestres (LMDT), em 1926, mas ele não é oficializado pela FMF. Portanto, a primeira taça cruzeirense é conquistada em 1928. E dá início ao tri, encerrado em 1930.

1938

O grande time do Atlético, que já tinha sido Campeão dos Campeões, teve o gênio Guará pela última vez num Estadual na conquista de 1938 (Enciclopédia do Atlético)

O Campeonato Mineiro teve Guará, um dos maiores craques de sua história, pela última vez. Ele foi o artilheiro da competição, conquistada pelo Atlético, com 18 gols. Em 1939, logo na segunda rodada, em 4 de junho de 1939, acontece a “Cabeçada Fatal”, num lance com o zagueiro Caieira, do Palestra Itália. Ele nunca mais conseguiu jogar em alto nível e logo depois encerrou a carreira. A última imagem do gênio Guará foi a do Estadual de 1938.

1948

 O América fez valer o mando de campo e ganhou dentro da Alameda, num jogo polêmico contra o Atlético, o seu primeiro Estadual na Era do Profissionalismo (Crédito: Livro América - o 'deca-campeão)

A maior polêmica da história do Campeonato Mineiro, num jogo que ficou conhecido pelo “Gol do Guarda”. Em 28 de novembro de 1948, América e Atlético jogaram na Alameda, que tinha sido inaugurado seis meses antes e era o maior de Belo Horizonte. O Atlético tinha um ponto a mais e jogava pelo empate para ser tricampeão pela primeira vez na sua história. Já o América, vencendo, garantia sua primeira taça no profissionalismo.

Quando o placar já era de 2 a 0 para o América, aos 42 minutos do primeiro tempo, o alambrado cedeu, não suportando a pressão dos torcedores, que lotavam a Alameda (15 mil pessoas). O jogo precisou ser paralisado. E o árbitro inglês Cyril John Barrick, trazido a Minas especialmente para apitar a decisão, decidiu encerrar o primeiro tempo com os minutos restantes sendo disputados após um intervalo.

E assim aconteceu. E nesses minutos finais do primeiro tempo, Nívio diminuiu para o Atlético, colocando fogo no jogo, pois o Galo precisava apenas do empate. Logo acabou a etapa inicial e iniciou a segunda diretamente, pois o intervalo já tinha sido feito.

E o América fez 3 a 1 num gol em que os atleticanos garantem que a bola não entrou e ainda teve o desvio de um guarda municipal que estava ao lado do gol de Kafunga. Foi formada uma grande confusão, com uma segunda invasão de campo, mas Mr. Barrick, após consultar o assistente Alcebíades de Magalhães Dias, confirmou o gol de Murilinho.

O jogo reiniciou e Nívio marcou um segundo gol atleticano, mas Mr. Barrick invalidou o lance, alegando posição irregular do atacante atleticano. A confusão foi generalizada, com a terceira invasão de campo. O pau quebrou na Alameda, com os dois times comemorando o título. Mr. Barrick encerrou o confronto aos 17 minutos do segundo tempo. Após julgamentos no TJD e no STJD, o placar de 3 a 1 para o América foi mantido e o Coelho conquistou a taça.

1958

No ano do seu cinquentenário, o Atlético foi campeão mineiro vencendo uma final contra o América (Enciclopédia do Atlético)

O Campeonato Mineiro passa a ter equipes de todas as regiões do Estado. Antes, era o chamado Campeonato da Cidade, que já era o Mineiro, mas com clubes apenas da Região Metropolitana e cidades próximas. A competição conta com 16 clubes, contra 10 da edição de 1957.

Há outro aspecto que merece ser destacado, pois dez anos depois do “Gol do Guarda”, Atlético e América voltam a decidir o Campeonato Mineiro. O América, campeão em 1957 numa decisão contra o Democrata, de Sete Lagoas, busca o seu primeiro bicampeonato na Era do Profissionalismo, mas não consegue superar o forte time do Atlético, que recupera a taça e confirma sua hegemonia no futebol mineiro nos anos 50. Até hoje o Coelho ainda não alcançou um bicampeonato após o deca de 1916 a 1925.

1968

O maior time da história do Cruzeiro vence em 1968 o primeiro tetracampeonato estadual da história do clube. E de forma invicta. (Reprodução/Internet)

O Cruzeiro, que já tinha quatro tricampeonatos em sua história (1928, 1929 e 1930, 1943, 1944 e 1945, 1959, 1960 e 1961 e 1965, 1966 e 1967) transforma a última sequência no seu primeiro tetracampeonato mineiro, no primeiro título invicto da história do Mineirão, inaugurado em 1965. Em 22 partidas, foram 17 vitórias e cinco empates. Além disso, a Raposa teve o melhor ataque, com 64 gols (2,90), a melhor defesa, com 11 gols (0,5) e o artilheiro, que foi Tostão, com 20 gols.

Além disso, no Campeonato Mineiro de 1968 Tostão iguala um feito que só tinha sido alcançado por Ninão, do Palestra Itália, em 1928 (43 gols), 1929 (33 gols) e 1930 (18 gols), que é ser artilheiro da competição por três anos seguidos. Antes, Tostão tinha sido o goleador do Estadual em 1966, com 18 gols, e 1967, com 20 gols.

1978

O Atlético inicia a maior sequência de títulos mineiros na Era do Profissionalismo. O clube vence o Campeonato Mineiro até 1983 e torna-se hexacampeão estadual, feito só alcançado em Minas Gerais pelo América no início do século, quando o Coelho foi deca. O Estadual de 1978 marca ainda o último título de Dario com a camisa alvinegra. Inclusive, foi com gols dele a vitória por 2 a 0 sobre o Valério, em 10 de março de 1979 (a competição invadiu o ano seguinte), que garantiu a taça graças a um 2 a 1 do América sobre o Cruzeiro, num clássico disputado no dia seguinte.

1988

Comandante do time na conquista do primeiro título estadual na Era Mineirão, em 1970, e do Campeonato Brasileiro, em 1971, e considerado o maior treinador mineiro de todos os tempos, Telê Santana ganha seu último título dirigindo o Atlético, único clube que treinou em Minas Gerais. No Campeonato Mineiro de 1988, sua equipe vence os dois turnos e fica diretamente com a taça, que é assegurada com uma vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, na última rodada do returno. O gol é marcado pelo centroavante Jason.

1998

A decisão do Campeonato Mineiro duela com a Copa da França e acontece sem as duas maiores estrelas de Atlético e Cruzeiro, os goleiros Taffarel e Dida, respectivamente, que viajaram no final de maio com a Seleção Brasileira para a disputa do Mundial, que teve a partida de abertura, Brasil 2 x 1 Escócia, em 10 de junho. Os dois jogos decisivos foram em 7 e 11 de junho. A Raposa ficou com a taça vencendo a ida por 3 a 2, com três gols de Fábio Júnior aos 18, 23 e 30 minutos do primeiro tempo, e garantiu a taça empatando a segunda partida sem gols.

2008

Na partida de ida da decisão, em 27 de abril, o Cruzeiro alcança o maior placar da história do clássico no Mineirão fazendo 5 a 0 no Atlético, com gols de Marcelo Moreno, Marcos (contra), Ramires, Guilherme e Wagner. No segundo jogo, uma semana depois, a Raposa volta a vencer, agora por 1 a 0, gol de Marcelo Moreno.

Nas 21 finais estaduais diretas entre os dois rivais foi apenas a terceira vez que um clube foi campeão com 100%. Antes, isso tinha acontecido nas decisões de 1967 (Cruzeiro) e 1976 (Atlético).

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