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Exclusivo: Kalil diz que deve tentar reeleição e revela conversa com Zema sobre crise no interior

Por Redação, 22/01/2019 às 07:53
atualizado em: 22/01/2019 às 18:33

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Foto: Ascom/PBH
Ascom/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), confirmou, em entrevista exclusiva veiculada pela Itatiaia na manhã desta terça-feira, que deverá se candidatar à reeleição. O chefe do Executivo municipal ainda comentou como tem sido a relação com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e disse que ainda não conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) depois da posse no Palácio do Planalto.

O senhor tentará a reeleição?

Provavelmente sim, mas eu não sou apaixonado por isso, não. Eu não sou apaixonado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Isso não é a minha vida, não.

O senhor já se encontrou com o governador Romeu Zema?

Eu estive com o governador. Eu disse que ele tem que olhar com carinho esse problema dos repasses das prefeituras e dei para ele, inclusive, a colaboração da Prefeitura de Belo Horizonte, que eu vou dar em primeira mão. Eu disse a ele que não se preocupasse com o 2018 da prefeitura [de BH] até acertar com os pequenos municípios que estão em situação deplorável no interior. Nós não nos importamos em ficar por último na fila porque nos preparamos para a crise. Temos uma situação relativamente cômoda, desde que seja repassado em 2019 o que é constitucional.

Em contradição ao que disse na campanha, na semana passada Zema usou um avião do Governo de Minas para encontrar o presidente Jair Bolsonaro em Brasília. No ano passado a prefeitura fretou um avião para o procurador-geral de BH, Tomáz de Aquino Resende, ir à capital federal, o que gerou um desgaste ao senhor. Como o senhor analisa isso?

Ele tem que pegar o avião do estado e ir lá defender porque ele tem que pagar 13º salário, tem que repassar dinheiro para a prefeitura. Ele tem responsabilidades, como eu tive. Cada vez que eu fui lá, dei uma enxadada e peguei minhoca. Eu não abriria o Hospital do Barreiro em três meses se não fosse a ajuda do governo federal. Eu não teria R$ 1,863 bilhão licitado em obras se não fosse o governo federal. Eu não teria mais R$ 1,1 bilhão para por na obra se eu não tivesse pego avião e ido ao governo federal. Ele tem que pegar avião, sim, ele tem que defender Minas Gerais, sim. Nós não somos estadozinho, somos o segundo estado da federação.

O senhor já fez contato com Jair Bolsonaro depois que ele foi empossado?

Eu não fiz nenhum contato com ele, não estou com saudade dele, não. Na hora que ele botar a caneta na mão, quando o ministro da Fazenda, da Saúde, do Transporte botar a bunda na cadeira e tiver dinheiro para cavar, vamos fretar um avião a jato, correr lá, buscar dinheiro e por em Belo Horizonte.

Órgãos federais continuam a administrar o Anel Rodoviário. O senhor tentou passar a controle para o município. Como está essa situação?

Está tudo na Justiça, no Ministério Público. Eu parei de dar cabeçada, então não vou ficar cuidando de Anel Rodoviário mais. Vão lá, vamos esperar a próxima tragédia e entrevistem quem está segurando isso.

É possível resolver o gargalo no trânsito de quem sai de Belo Horizonte para Nova Lima, passando pela avenida Nossa Senhora do Carmo e BR-356?

Pode, mas deveria ter sido feito na Secretaria Metropolitana para não deixar [a região] inundar de prédio, como foi feito nos governos passados de Nova Lima, e entupir Belo Horizonte. Ali foi feito um verdadeiro crime contra o Belvedere e aquela região e todo mundo assistiu calado. Se tivesse evitado a ocupação criminosa de Nova Lima, aquilo não seria transformado no que foi transformado hoje. Aquilo não é problema ocasionado por morador de Belo Horizonte.

É possível colocar todos os ônibus de Belo Horizonte com ar condicionado?

É possível. Temos 2 anos de gestão e já tem 700 e tantos ônibus [com ar condicionado]. Eu fiz um decreto aqui que não se emplaca ônibus aqui sem ar condicionado e suspensão a ar.

Leia também: Kalil diz que ‘caixa-preta’ da BHTrans está aberta: ‘Estão querendo que faça mais o quê?’

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