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Especialista detalha riscos para quem troca uso do preservativo por pílula do dia seguinte

Por Jacqueline Moura/ Itatiaia, 08/05/2019 às 10:40
atualizado em: 08/05/2019 às 10:45

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Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

O uso da pílula do dia seguinte está cada vez mais frequente entre adolescentes e jovens adultos. Mesmo sabendo dos riscos e consequências para saúde, meninas admitem usar o medicamento. “Eu fiquei um pouco constrangida com a situação, mas tomei a pílula. Fez um pouco de mal pra mim, eu fiquei muito preocupada, então não gostei muito não”, detalha uma jovem ouvida pela Itatiaia

“Já pedi para minhas parceiras usarem pílula do dia seguinte, algumas vezes, ao invés da camisinha. Isso por causa dos riscos mesmo de filho”, diz um rapaz que admite pedir às parceiras para adotar a pílula do dia seguinte, no lugar do preservativo. 

A falta do preservativo nas relações é um fator de risco devido à possibilidade de contaminação com doenças sexualmente transmissíveis, mas a gravidez é a única preocupação dos jovens. Segundo a psicóloga Sônia flores, o assunto é sério e falta diálogo e abertura para falar sobre o tema nos mais diversos ciclos sociais. 

A substituição do preservativo pela pílula contribui para o crescimento de uma geração desprotegida e exposta a doenças sexualmente transmissíveis. Para o professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambá, essa nova geração já sofre com a consequência da falta de informação sobre educação sexual. “Isso é consequência da falta de política pública para adolescentes que estão começando a vida sexual agora com 14 e 15 anos. Falta de educação na escola, falta de campanhas de prevenção às DSTS, HPV e AIDS”. 

“São vários riscos assumidos ao tomar a pílula do dia seguinte e não o preservativo. A pílula pode falhar, pode causar efeitos colaterais diversos no organismo, além do risco de contrair doenças como AIDS, gonorreia, hepatite, HPV e uretrites. Lembrando que várias dessas doenças podem matar, principalmente HIV AIDS se não for tratada. Optar por métodos que previnem apenas a gravidez não é errado, mas não podemos esquecer dos demais problemas vindos do sexo desprotegido”, alerta Unaí Tupinambá, professor da Faculdade de Medicina da UFMG.

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