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Dinamarca: 1.400 golfinhos são mortos em apenas um dia durante caça nas Ilhas Faroé

Ativistas definem a prática como "massacre desnecessário"

Por Redação, 15/09/2021 às 10:22
atualizado em: 15/09/2021 às 10:30

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Foto: Reprodução/Sea Shepherd
Foto: Reprodução/Sea Shepherd

Após 1.400 golfinhos serem mortos apenas em um dia nas Ilhas Faroé, na Dinamarca, a prática ganhou holofotes mundiais e voltou a ser discutida. No último domingo (12), golfinhos-de-face-brancas foram conduzidos para o território do Atlântico Norte, na praia de Skalabotnur, em Eysturoy, onde foram mortos a facadas. Em seguida, as carcaças foram distribuídas para consumo de moradores.

Imagens divulgadas mostram os animais se debatendo e a água do mar vermelha cheia de sangue. Centenas de pessoas acompanharam a matança na praia.

A caça de mamíferos marinhos, conhecida como grind ou grindadrap, é tradição nas Ilhas Faroé. A prática ocorre há centenas de anos. Conforme o governo, pelo menos 600 baleias-piloto são capturadas por ano. Já, a média de golfinhos-de-cara-branca, é bem menor. Em 2019, 10 animais foram capturados e, em 2020, 35.

Os defensores alegam que a caça faz parte da identidade cultural, além de ser uma forma sustentável de coletar alimento. Porém, ativistas definem a prática como um “massacre desnecessário”. O ocorrido no domingo foi duramente criticado por grupos conservacionistas internacionais e até por quem prática a caça.

Bjarni Mikkelsen, biólogo marinho das Ilhas Faróe, destaca que este foi o maior número de golfinhos mortos em território autônomo do país em um dia.

O presidente da Associação de Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, explicou que a matança “foi um erro” em entrevista à BBC. Inicialmente, eles estimaram 200 golfinhos, mas depois descobriram que o número era bem superior.

Apenas caçadores com certificado oficial de treinamento podem matar os animais. Os golfinhos são mortos em menos de um segundo, com uma lança usada para cortar a medula espinhal antes do pescoço, conforme destaca o deputado dinamarquês das Ilhas Faroé, Sjurdur Skaale.

O Sea Shepherd, grupo ambientalista, disse nas redes sociais que não é bem assim que as mortes ocorrem. “As baleias-piloto e golfinhos podem ser mortos por longos períodos na frente de seus parentes enquanto estão encalhados na areia, nas rochas ou apenas lutando em águas rasas”, disse.

A maioria das pessoas não concorda com a matança de golfinhos no local. Uma pesquisa feita pela emissora pública faroense Kringvarp Foroya mostrou que mais de 50% da população é contra e 30% a favor. Por outro lado, outro estudo revelou que 80% defende a matança de baleias-piloto.  

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