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Cuidados com a obesidade infantil e o sedentarismo

Por Agência Brasil, 29/01/2019 às 12:01
atualizado em: 29/01/2019 às 12:13

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A obesidade infantil, de acordo com dados do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e da OMS (Organização Mundial da Saúde) tem aumentado de forma alarmante entre crianças menores de cinco anos. Em 1990 eram 31 milhões de casos no mundo, em 2014 esse número foi para 42 milhões e a expectativa é de que atinja os 72 milhões até 2025 

Fatores que induzem à obesidade infantil

Há uma infinidade de fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade infantil. Dentre eles, os mais comuns e mais relevantes são os distúrbios de natureza psicológica, sedentarismo, fatores genéticos e maus hábitos alimentares 

Nas crianças, a obesidade desenvolve-se com mais facilidade devido às próprias características do organismo que ainda está em processo de formação.

Organizações e entidades de saúde do Brasil e do mundo têm considerado a obesidade infantil como um dos mais graves problemas do século XXI. É interessante observar que países de primeiro mundo são os que apresentam os mais altos índices de incidência desse problema.

Toda a preocupação envolvendo a obesidade infantil tem razão de ser: há uma dezena de complicações para saúde da criança em curto, médio e longo prazo.

Veja a seguir algumas delas

Em curto e médio prazo: acúmulo de gordura e disfunções no fígado, acne, enxaqueca, problemas ortopédicos, apneia do sono, asma, depressão, dermatite, aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Em longo prazo: gota, derrame, diabetes, pressão alta, doenças do coração, infarto, artrose, ansiedade crônica, diminuição da expectativa de vida.

A lista de complicações advindas da obesidade infantil vão muito além, mas por meio desses exemplos é possível ter uma visão mais ampla sobre o quanto esse tema é complexo 

Prevenção da obesidade infantil

A prevenção contra a obesidade infantil é um processo que começa já no período de gestação da criança: a mãe deve cuidar de si e de sua alimentação para evitar problemas futuros no bebê. Confira algumas dicas úteis para esse caso:

- Garantir o aleitamento materno no mínimo até os seis meses;

- Depois do período de amamentação, iniciar uma dieta à base de frutas, carnes magras e legumes;

- Após a criança completar um ano de idade, as refeições já podem ser iguais às dos pais. Mas a atenção deve ser voltada para a quantidade de alimentos e se eles são saudáveis;

- Evitar alimentos industrializados, fast-food, balas, bolachas, refrigerantes;

- Incentivar a criança a participar de atividades esportivas moderadas e adaptadas a sua idade. Os pais também podem fazer isso levando os filhos aos parques e clubes para uma caminhada, para uma volta de bicicleta ou uma simples brincadeira de bola.

Agora, se a criança já estiver em situação de obesidade infantil um acompanhamento deve ser feito com profissionais nutricionistas, pediatras e educadores físicos para que o desenvolvimento de hábitos alimentares e físicos saudáveis possa ser integrado na vida dela de forma agradável, positiva e com resultados!

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