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Cruzeiro perde para Inter no Mineirão, aumenta jejum e se complica na Copa do Brasil

Por Redação/Agência Estado, 07/08/2019 às 23:28
atualizado em: 08/08/2019 às 08:19

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Foto: MAX PEIXOTO/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
MAX PEIXOTO/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Não foi diante do Internacional que o Cruzeiro conseguiu espantar a má fase e acabou se complicando na Copa do Brasil. O time celeste até mostrou um pouco mais de vontade, buscou o gol, mas perdeu por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Mineirão, pelo duelo de ida das semifinais do torneio. Foi a oitava partida consecutiva da Raposa sem vitória e sem balançar as redes na temporada. Nos últimos 18 duelos, a equipe conquistou apenas um triunfo.

Edenilson marcou o gol da vitória do Internacional aos 30 minutos da etapa final. Após bela cobrança de falta de Guerrero, o goleiro Fábio saltou no ângulo e conseguiu espalmar. Mas, no rebote, o meio-campista foi mais rápido que a defesa do Cruzeiro e só empurrou para as redes.

A derrota do Cruzeiro nesta quarta-feira marcou a quebra de um longo tabu. Há 15 anos a Raposa não perdia para o Inter no Mineirão. A última derrota foi em 2004, pela terceira fase da Copa Sul-Americana, também por 1 a 0, gol de Rafael Sobis, que atuou pelo Colorado na noite desta quarta-feira. De lá para cá, haviam sido cinco vitórias da equipe celeste e três empates.

Para avançar à final, o Cruzeiro precisará vencer por dois gols de diferença no Beira-Rio, no dia 4 de setembro (quarta-feira), às 21h30, pelo duelo de volta. Já o Inter jogará pelo empate para se classificar. Vitória celeste por um de vantagem leva a decisão para os pênaltis.

Como o confronto da volta é só daqui a quatro semanas, o Cruzeiro agora poderá se concentrar apenas no Campeonato Brasileiro para tentar sair da zona de rebaixamento. No próximo domingo, às 16h, a equipe celeste enfrenta o lanterna Avaí, no estádio da Ressacada, pela 14ª rodada. Um pouco mais cedo, às 11h, o Inter recebe o Corinthians, no Beira-Rio.

O jogo

Os times começaram com respeito mútuo. As defesas, bem postadas, conseguiram parar os ataques com certa facilidade. Para um duelo de semifinal de um torneio nacional, os primeiros 45 minutos foram decepcionantes. 

O destaque do lado gaúcho foi o volante Edenílson, ao esbanjar preparo físico, o que deu mobilidade para a equipe do técnico Odair Hellmann. Com isso, o Inter chegou com mais facilidade na área de Fábio.

Muito bem armado taticamente, o Inter concentrou a marcação sobre o hábil e veloz Pedro Rocha. Em pelo menos duas oportunidades, a defesa gaúcha disponibilizou três jogadores para parar o atacante mineiro.

Na frente, Rafael Sóbis foi importante com sua experiência para segurar a bola e iniciar as jogadas. Na melhor delas, Guerrero encontrou Uendel pela esquerda. O lateral cruzou bem, mas Dodô salvou, aos 41 minutos. 

O Cruzeiro sofreu com a lentidão de Henrique e Ariel Cabral. Thiago Neves ficou isolado perto da área, mas não conseguiu municiar Pedro Rocha e Sassá. A alternativa de Mano Menezes foi abusar das bolas alçadas na área. Sassá conseguiu levar perigo duas vezes, mas errou na finalização em ambas.

No setor defensivo, Dedé pareceu nervoso, principalmente depois de levar o cartão amarelo, aos 14 minutos, após uma falta em Rafael Sóbis. Os laterais Orejuela e Dodô sofreram com as investidas da equipe gaúcha.

O segundo tempo começou em ritmo acelerado. E por causa do Cruzeiro, que se apresentou com postura muito mais ofensiva. A marcação mineira passou a ser intensa no campo do adversário. 

Logo a um minuto, Thiago Neves surgiu livre na área, mas chutou para fora. Aos cinco, Sassá foi travado por Victor Cuesta. Aos 13, Henrique arriscou de longe e Marcelo Lomba fez boa defesa. O desempenho mineiro só não foi melhor porque Thiago Neves não esteve em uma noite inspirada. 

O Inter, se não fosse um chute de Patrick, que desviou na zaga, teria passado todos os dez primeiros minutos da etapa final em seu campo. Percebendo tanta dificuldade da equipe, Hellmann trocou Nico López por Wellington Silva. O time ganhou mais presença pelo lado direito do ataque.

Mano Menezes também mudou o Cruzeiro. Apesar de todo o esforço, Sassá acabou substituído por Fred, que carregava um jejum de 15 jogos, apesar de ser o artilheiro do time na temporada, com 16 gols.

Mas quem quase abriu o placar foi o Inter, com duas chances em um minuto. Na primeira, Wellington Silva tabelou com Edenílson e bateu forte para grande defesa de Fábio. Na jogada seguinte, Patrick cruzou e Guerrero desviou em nova intervenção do goleiro do Cruzeiro.

O gol estava maduro e saiu aos 30 minutos. Guerrero bateu bem uma falta da intermediária. Fabio fez grande defesa, mas Edenílson surgiu como um raio para fazer 1 a 0, para delírio dos cerca de dois mil colorados no Mineirão.

O gol acabou com a confiança do Cruzeiro, que, nervoso, não conseguiu armar mais nenhuma jogada. O único lance de perigo surgiu aos 44 minutos, após chute de longa distância de Pedro Rocha. O Inter soube se fechar e segurar a posse de bola para garantir um grande resultado. 

Cruzeiro 0 x 1 Internacional

Cruzeiro: Fábio; Orejuela, Léo, Dedé e Dodô; Henrique, Ariel Cabral (Maurício), Robinho (Marquinhos Gabriel), Thiago Neves e Pedro Rocha; Sassá (Fred). Técnico: Mano Menezes

Internacional: Marcelo Lomba; Bruno, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenilson (Nonato), Patrick, Rafael Sobis (Sarrafiore) e Nico López (Wellington Silva); Guerrero. Técnico: Odair Hellmann

Motivo: jogo de ida – semifinal da Copa do Brasil
Data: 7 de agosto de 2019, quarta-feira, às 21h30
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Gol: Edenilson (30’/2º)

Cartão Amarelo: Dedé (Cruzeiro); Rafael Sobis (Internacional)

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
VAR: Braulio da Silva Machado (SC)

Público: 32.886 torcedores
Renda: R$ 905.798,00

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