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Cerca de 1,8 milhão de pessoas ainda não se vacinaram contra a febre amarela em Minas

Por Agência Minas, 19/11/2018 às 14:58
atualizado em: 19/11/2018 às 15:23

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Foto: Rodrigo Nunes/MS
Rodrigo Nunes/MS

Com a chegada das chuvas e aumento das temperaturas, as medidas de prevenção contra a febre amarela se tornam ainda mais importantes, pois, apesar das ações de imunização serem mantidas durante todo o ano, o período de maior probabilidade de ocorrência de casos da doença em Minas acontecem entre dezembro e maio.

Diante disso, para orientar a população, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a necessidade de a população receber a vacina contra a doença e de se manter a vigilância constante nas áreas de maior risco.

Desde o início das notificações dos casos suspeitos de febre amarela silvestre que ocorreram no estado, no fim de 2016, foram adotadas diversas ações, entre elas a realização da vacinação casa a casa nas regiões mais afetadas na tentativa de atingir a população não vacinada.

Essa e outras estratégias realizadas pelo estado e municípios elevaram a cobertura vacinal acumulada geral de 57,5%, de 2007 a 2016, para 90,7% atualmente. Na última temporada de monitoramento da doença, entre 2017 e 2018, foram 527 casos confirmados, sendo que 178 evoluíram para óbito

Mesmo com a cobertura acima de 90% em Minas, a coordenadora estadual de Imunização, Eva Lidia Arcoverde Medeiros, reforça a importância de a população se vacinar e proteger contra a doença, porque ainda há uma estimativa de 1.836.028 pessoas não vacinadas.

“O ideal seria alcançar os 100% deste público, porque a vacina confere uma proteção individual e a vacinação é a maneira mais eficaz e segura de prevenir a febre amarela. A vacina é recomendada a todas as pessoas a partir dos 9 meses de idade, principalmente aquelas que moram ou vão viajar para áreas com indícios de febre amarela. Ela está disponível, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as unidades de saúde, e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco. As pessoas que não estiverem com a dose em dia, precisam atualizar o cartão de vacina”, reforçou.

Eficácia da vacina

Segundo a coordenadora, frente aos recentes boatos que circularam nas redes sociais, a vacina continua sendo o meio mais eficaz de prevenção contra a doença. Estudos acumulados ao longo dos anos indicam que a vacina protege de 95% a 98% dos casos, sendo considerada altamente eficaz e segura na prevenção da transmissão do vírus.

“A vacina é importante pois a transmissão não é entre seres humanos, como o sarampo ou a gripe, por exemplo, em que a vacina é capaz de garantir uma proteção coletiva. A proteção é individual, de cada um. Por isso é que, no caso da febre amarela, nosso ideal deveria ser atingir uma cobertura de 100% da população. O vetor está presente no nosso ambiente, circulando com o vírus, e as pessoas que não tenham se vacinado estarão expostas”, alertou.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

Febre Amarela

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. Em áreas de mata, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

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