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Carol Gattaz: 'Vou estar nas Olimpíadas de Paris'

Atleta do Minas Tênis Clube disputou os Jogos de Tóquio aos 40 anos e faz planos para 2024

Por Alessandra Mendes, 15/08/2021 às 09:21
atualizado em: 15/08/2021 às 09:52

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Foto: Reprodução / Instagram @CarolGattaz
Reprodução / Instagram @CarolGattaz

Carol Gattaz beija a medalha de prata conquistada nas Olimpíadas de Tóquio

As atletas brasileiras brilharam em Tóquio, fechando os Jogos com o melhor desempenho até agora em todas as Olimpíadas de que participaram. Elas subiram ao pódio em Tóquio nove vezes, quase o dobro das cinco vezes no Rio, em 2016. O maior número até agora havia sido em Pequim, nos jogos de 2008, quando levaram sete medalhas para casa. Entre as atletas que subiram ao pódio neste ano, uma se destaca pela busca incansável por seu sonho: uma medalha olímpica.

O Observatório Feminino de hoje é com a atleta Carol Gattaz, vice-campeã olímpica em Tóquio com a seleção feminina de vôlei. Carol, que tem 40 anos, voltou com a medalha de prata na primeira participação dela em Olimpíadas de toda a carreira. A central do Minas Tênis Clube falou sobre a emoção da convocação e de poder fazer história, dos desafios de ser atleta de alto rendimento no Brasil, dos obstáculos ainda maiores para mulheres e dos seus planos para 2024.

Falta de apoio e investimento

“Uma pena em um país tão grande, tão rico, com tantas empresas que poderiam estar ajudando no esporte, o próprio governo também, dar mais um apoio (para os atletas). A gente vê que as confederações tentam brigar por isso, mas eu ainda vejo que tem muita politicagem no meio disso, muita corrupção, muitas coisas que ainda estão erradas e que, infelizmente, isso impacta no esporte no geral. 2024 está aí, será que daqui pra lá eles vão continuar patrocinando ou vão fazer vista grossa até a próxima Olimpíada?”
Diferença entre homens e mulheres.

“Por mais que já tenha melhorado muito, a diferença entre homens e mulheres no esporte ainda é muito grande. A desconfiança, a discrepância entre os salários, ainda é uma realidade não só em esportes coletivos, mas em individuais também. Já melhorou muito essa diferença, mas eu acredito que ainda tem muito para melhorar. Mas a gente está brigando!”

Inspiração para outras pessoas

“Eu queria deixar algum exemplo, que as pessoas olhassem para o meu nome e pensassem: a Carol Gattaz do vôlei, o que ela deixou? E não que eu não tivesse tido uma carreira vitoriosa, mas eu queria ter um feito grande assim para que as pessoas pudessem se inspirar em mim. Eu sempre quis que as pessoas pudessem lembrar de mim daqui 10, 20, 30 anos, até depois que eu morrer, e lembrar dessa história. Isso para mim foi o mais importante de tudo.”

Planos para Olimpíadas de Paris, em 2024

“Eu vou estar em Paris sim. Não sei se jogando, mas com certeza vou estar lá.”

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