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Candidato é contra ideia de cancelar eleição em maio devido à Covid-19 e propõe votação a distância

Por Redação, 26/03/2020 às 22:18
atualizado em: 27/03/2020 às 17:07

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Foto: Jaci Silveira / Cruzeiro
Jaci Silveira / Cruzeiro

Um dos candidatos à presidência do Cruzeiro na eleição marcada para o dia 21 de maio, Sérgio Santos Rodrigues se mostrou contrário à ideia de membros do Núcleo Dirigente Transitório do clube de cancelar o pleito do meio do ano devido à pandemia do novo coronavírus e manter apenas o processo de outubro. De acordo com o advogado, há maneiras de realizar a votação a distância sem que os conselheiros possam se reunir.

“É absolutamente possível atender as duas demandas, tanto manter as precauções de saúde como realizar as eleições. Uma eleição virtual é simples de promover, outros clubes e empresas já o fizeram. O mundo hoje trabalha e opera à distância. Vários conselheiros inclusive endossam a proposta, até mesmo se dispondo a arcar com parte dos custos, no entendimento que resolver logo essa situação é o mais positivo a ser feito”, destacou Sérgio Rodrigues em mensagem aos conselheiros do Cruzeiro.

Em contato com o repórter da Itatiaia Samuel Venâncio, Sérgio Rodrigues afirmou que a forma online terá um custo de aproximadamente R$ 5 mil que ele dividiria com o Núcleo Gestor. Caso contrário, a eleição poderá ser feita de outra maneira.

“Outra forma de fazer é por envelopes, assim como procede a Amagis – Associação dos Magistrados Mineiros – para cerca de 2 mil votantes, e a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros –, realizada para 20 mil pessoas em todo o Brasil. Inclusive três Desembargadores do Conselho do Cruzeiro aceitam coordenar o pleito dessa forma”, alegou.

Pela ideia de membros do Núcleo Dirigente Transitório, com o cancelamento da eleição de maio, o grupo gestor seguiria à frente do clube até outubro, quando o novo presidente tomaria posse.

O outro candidato à presidência para a eleição de maio, indicado pelo Núcleo Gestor, Emilio Brandi apoia a ideia de realização do pleito somente em outubro.

Na visão de Sérgio Rodrigues, é temerária a permanência do Núcleo Dirigente Transitório à frente do Cruzeiro até outubro. Segundo o advogado, um conselho de oito pessoas não traz a autonomia necessária ao clube para tomada de decisões ao longo da Série B do Campeonato Brasileiro.

“Em suma, o problema da pandemia atual demanda todos os cuidados. Mas a situação em que nos encontramos também requer extrema atenção. Ter um núcleo transitório na gestão por um terço de mandato é um modelo que definitivamente não acreditamos. Como também não acreditamos num clube de futebol gerido por um conselho de oito pessoas. Não existe autonomia e efetivamente não é a melhor solução até outubro”, frisou.

Confira a íntegra a mensagem de Sérgio Santos Rodrigues aos conselheiros do Cruzeiro:

Sobre as eleições do Cruzeiro e a possibilidade de cancelar o pleito no dia 21 de maio e realizar apenas uma eleição em outubro, eu penso: 

De antemão, a saúde das pessoas sempre está em primeiro plano. A pandemia é muito séria e é essencial acatar todas as medidas sugeridas pela Organização Mundial de Saúde de distanciamento e precaução. Sobre isso não há discussão.

Contudo, temos urgência. Novamente alertamos para a necessidade de definirmos o quanto antes uma direção para o clube. É muito improdutivo fazer quaisquer mudanças no comando ao longo do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro precisa concentrar todos seus esforços em subir para a Série A, com planejamento e segurança, principalmente celebrando seu centenário no próximo ano.

Diante disso, é absolutamente possível atender as duas demandas, tanto manter as precauções de saúde como realizar as eleições. Uma eleição virtual é simples de promover, outros clubes e empresas já o fizeram. O mundo hoje trabalha e opera à distância. Vários conselheiros inclusive endossam a proposta, até mesmo se dispondo a arcar com parte dos custos, no entendimento que resolver logo essa situação é o mais positivo a ser feito.

Outra forma de fazer é por envelopes, assim como procede a Amagis – Associação dos Magistrados Mineiros, para cerca de 2 mil votantes, e a AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, realizada para 20 mil pessoas em todo o Brasil. Inclusive três Desembargadores do Conselho do Cruzeiro aceitam coordenar o pleito dessa forma. 

Em suma, o problema da pandemia atual demanda todos os cuidados. Mas a situação em que nos encontramos também requer extrema atenção. Ter um núcleo transitório na gestão por um terço de mandato é um modelo que definitivamente não acreditamos. Como também não acreditamos num clube de futebol gerido por um conselho de oito pessoas. Não existe autonomia e efetivamente não é a melhor solução até outubro.

Com fé em Deus, essa pandemia logo irá passar. Entretanto, a forma como escrevemos nossa história fica para sempre. E não podemos mais errar.

Um abraço!
Sérgio Rodrigues

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