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Bloco acusa policial de ameaçar a abandonar segurança após críticas a Bolsonaro; PM nega

Por Redação, 01/03/2019 às 22:32
atualizado em: 02/03/2019 às 10:39

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Foto: Divulgação/BHTrans
Divulgação/BHTrans

O bloco Tchanzinho Zona Norte desfila na noite desta sexta-feira pela avenida Sebastião de Brito, no bairro Dona Clara, na região da Pampulha, em mais um dia de festa no Carnaval de Belo Horizonte. Mas durante a concentração dos foliões, um capitão da Polícia Militar foi acusado pela organização de ameaçar a deixar a segurança do evento após o trio elétrico fazer cânticos em tom crítico ao presidente Jair Bolsonaro e exaltando o ex-presidente Lula.

Uma das organizadoras do Tchanzinho, Laila Heringer, fez a denúncia em entrevista à Itatiaia. Ela ressaltou que o bloco sempre esteve ligado a atos políticos e que PM estava censurando a manifestação política.

“O capitão Sodré, do 13º batalhão, entrou no trio e disse que se o bloco continuasse com o discurso contra o Bolsonaro e pró-Lula que a gente iria se desentender. E pior. Ele falou que se a gente continuasse, ele iria embora. A gente se sentiu intimidado com relação à nossa liberdade de expressão. Nós também nos preocupamos com a segurança de todas essas pessoas que vieram fazer essa festa linda e estão curtindo em paz. E a gente está sendo censurado? Eu não estou entendo o que está acontecendo”, declarou.

Ouça a reportagem de Amanda Antunes

Em contato com a Itatiaia, o major Sérgio Dias, comandante da 16ª companhia do 13º batalhão da PM, negou que a corporação tenha ameaçado abandonar a segurança do evento devido à divergência política com os principais integrantes do bloco.

“Não procede. É uma grande inverdade. Não houve em nenhum momento ameaça de se retirar o policiamento pela manifestação político-partidário dos integrantes do trio elétrico até porque nós trabalhamos para a sociedade de forma plural e igualitária”, disse.

Ainda de acordo com o major, o pedido para não criticar o atual presidente e exaltar o ex foi para não criar animosidade entre os foliões. “O que acontece é que o capitão advertiu sobre não fazer movimentos político-partidário porque um evento com previsão de 70 mil pessoas certamente tem eleitores do lado A e do lado B. Todos nós acompanhamos as eleições no ano passado e como o clima ficou acirrado, como ficou polarizado. Isso não pode ser transportado para um evento carnavalesco. Essa foi a orientação”, observou.

“Em momento algum vamos abandonar o policiamento. Mas não vamos permitir que haja um estímulo à violência por manifestação dos cantores do trio elétrico atacando determinado segmento político e protegendo outro”, completou.

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