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Goleiro Bruno passa mal e audiência é suspensa

Rádio Itatiaia

Por Débora Ferreira / Daisy Felício, 27/04/2016 às 14:40

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A audiência do caso Bruno, que acontecia no Fórum de Contagem, nesta quarta-feira, foi suspensa depois que o advogado Paulo Sérgio Cunha Guimarães alegou que dois dos réus não teriam condições de cooperar  com os trabalhos da defesa, que estariam dopados. De acordo com os advogados, a responsabilidade sobre o fato seria da Penitenciária Nelson Hungria, onde está preso o goleiro Bruno Fernandes e do Ceresp São Cristóvão, onde está preso Sérgio Rosa Sales. Com isso a audiência foi suspensa e os trabalhos serão retomados somente na manhã desta quinta-feira.

Bruno teria novamente passado mal durante audiência e foi atendido por uma Unidade Móvel de Urgência do Samu, quando foi encaminhado ao Hospital Municipal de Contagem. O goleiro não estava se sentindo bem desde o momento em que chegou ao Fórum, apresentando sonolência e ânsia de vômito. Bruno saiu desmaiado, em uma maca, com o corpo parcialmente inclinado. A princípio o advogado de Bruno teria dispensado a necessidade de levar o goleiro ao hospital.

Conforme denúncias, o goleiro teria sido medicado sendo obrigado a ingerir comprimidos, de duas em duas horas, medicamento este que normalmente é ingerido de doze em doze horas. Esta denúncia também é válida para Sérgio Rosa Sales, que também teria sido medicado e com isso os advogados fizeram um requerimento a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues para suspender a audiência, pois de acordo com a defesa a ausência dos réus prejudica os trabalhos, sendo ainda um direito constitucional dos réus em presenciar a audiência.

A amante do goleiro Bruno, Fernanda Gomes, também precisou ser medicada depois de receber a notícia de que mais um habeas corpus da acusada havia sido negado.

Em um primeiro momento, a juíza indeferiu a suspensão, afirmando que iria terminar o depoimento de Gilda Maria Alves, esposa do caseiro, e suspender o depoimento do policial civil que teria recebido a denúncia do desaparecimento e morte de Eliza Samúdio. Porém, o depoimento de Gilda foi interrompido e a testemunha foi levada a um hotel, para evitar que outras pessoas tenham contato com ela. O local será custeado pelo Estado e Gilda ficará acompanhada de um oficial de justiça até a manhã desta quarta-feira, quando deve retornar os depoimentos.

Antes da interrupção do depoimento de Gilda Maria Silva, a juíza também ouviu o depoimento de Sérgio Rosa Sales, um dos acusados de participar do desaparecimento e sequestro de Bruninho, filho de Eliza Samúdio. Na ocasião, Sérgio solicitou a juíza para ir embora porque estaria sentido pressionado pelo advogado do goleiro Bruno e pediu para não participar de nenhuma audiência.

De acordo com o advogado de Sérgio, Marco Antônio Siqueira, seu cliente estaria se sentido pressionado a mudar de advogado, mas Sérgio estaria decidido a manter o atual advogado que o acompanha desde o início do processo. Sérgio Rosa Sales somente voltará ao Fórum de Contagem no dia do seu interrogatório, data ainda que não foi marcada, mas está prevista para novembro.

Ouça mais detalhes na reportagem de Camila Dias.

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