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Atlético cumpre nova etapa de licenciamento ambiental para construção da Arena MRV

Por Redação, 28/08/2019 às 16:23
atualizado em: 28/08/2019 às 16:24

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Foto: Divulgação
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O Atlético concluiu mais uma etapa para a obtenção da Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras da Arena MRV. Em reunião ordinária nesta quarta-feira da Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas (CPB), do Conselho Estadual de Politica Ambiental (Copam), o processo de compensação ambiental apresentado pelo clube foi aprovado por unanimidade.

A reunião foi realizada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Esse foi o penúltimo passo para que a Arena MRV obtenha o Documento Autorizativo de Intervenção Ambiental (Daia), no Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Na próxima quarta-feira (4), a Unidade Regional Colegiada, do Copam, avaliará as intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP's), na última etapa para a obtenção do Daia, que é uma das condicionantes para a obtenção da Licença de Instalação (LI).

A proposta de compensação ambiental consiste na regularização fundiária em área de conservação correspondente a mais que o dobro da vegetação nativa (Mata Atlântica) a ser suprimida.

O terreno definido para essa contrapartida fica no Parque Nacional da Serra da Gandarela, no município de Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A área será destinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia de regime especial, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, e que integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Projeto na Câmara de BH

Paralelamente a isso, está na Câmara Municipal de Belo Horizonte o Projeto de Lei (PL) 817/2019, de autoria da prefeitura da capital, que trata da modificação das regras da Lei de Uso e Ocupação do Solo para o terreno onde o estádio será erguido, no bairro Califórnia, região Oeste da cidade.

O texto já foi aprovado na Comissão de Legislação e Justiça da Câmara, e agora irá tramitar em pelo menos outras três comissões internas: Meio Ambiente, Administração Pública e de Orçamento. Só depois será submetido à votação em Plenário, onde serão necessários 21 votos em dois turnos para que o projeto seja aprovado.

A planta do terreno onde o Atlético quer construir o estádio é destinada ao uso residencial. Caso aprovado, o projeto de lei poderá permitir as modificações na área e garantindo a preservação ambiental ao redor da construção.

A expectativa é de que o texto seja levado ao Plenário da Câmara de BH entre setembro e outubro deste ano.

Arena MRV

A Arena MRV terá capacidade para 47 mil torcedores e custará R$ 410 milhões, mas, de acordo com o Atlético, nenhum centavo sairá do futebol. Em setembro do ano passado, os conselheiros do clube aprovaram a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall para a Multiplan, o que irá gerar R$ 250 milhões para a obra. O restante do dinheiro será captado por meio da venda do naming rights (a MRV comprou os direitos por R$ 60 milhões) e da comercialização de cerca de 4.700 cadeiras cativas do estádio por R$ 100 milhões (60% do valor já foi garantido pelo banco BMG).

Além de construir o estádio, o Atlético terá que trazer benefícios para os moradores da região, como arcar com obras de melhorias no trânsito.

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