PMC - Maxi 970 x 150

Notícias

Atingidos por barragens protestam em BH e contestam decisões do Tribunal de Justiça de Minas

Por Redação , 16/09/2019 às 15:25
atualizado em: 16/09/2019 às 15:41

Texto:

Ouça na Íntegra
00:00 00:00
Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Reprodução/ Redes Sociais

Integrantes do grupo do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fizeram um protesto em Belo Horizonte nesta segunda-feira contra decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Eles se concentraram na Praça do Papa, na região Centro-Sul da capital mineira e caminharam até a sede do TJMG na avenida Afonso Pena, no bairro Serra. 

De acordo com um dos integrantes da coordenação nacional do MAB, Joceli Andreoli, os moradores estão sendo prejudicados com decisões do tribunal, que, segundo ele, são tomadas para favorecer interesses da Vale. 

“O tribunal desbloqueando isso [recursos da Vale], as negociações ficam mais frágeis porque o poder da Vale é muito mais forte do que dos atingidos. Ela tem escritórios que paga milhões de advocacia para acompanhar os processos, esses escritórios interferem na justiça. O tribunal, especialmente, não conhece a realidade dos atingidos e dá decisões favoráveis aos criminosos. O tribunal tem sido conivente com os interesses da Vale, isso é muito preocupante porque é a interferência do dinheiro, do capital econômico, do poder político que a Vale tem no judiciário e isso precisa ser denunciado para a sociedade inteira.” 

Joceli diz ainda que em alguns casos como de Macacos, distrito de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mesmo após decisões favoráveis para a população, a Justiça recorreu mesmo sem ter contato direto com as situações vividas pelos moradores das cidades.

“Em Macacos especialmente foi feito todo um esforço da ação local, o juiz deu ganho aos atingidos, para ter assessoria técnica independente, ter programas de recuperação, ter perícia técnica independente para acompanhar o descomissionamento das barragens lá, que é muito perigoso e está um caos e a desembargadora simplesmente disse que conheceu o local através de um sobrevoo de helicóptero e disse que estava tudo bem, que não precisava e suspendeu a liminar do juiz de primeira instância. Isso é um absurdo, um tribunal fora da realidade que não está vivendo o sofrimento dos atingidos, portanto, estamos aqui para denunciar esse tipo de postura. O tribunal é conivente com crimes e novos crimes vão acontecer se dessa forma a justiça continuar agindo.”
 

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link