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Ursula Nogueira

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China: o país do futebol?

Toda abertura de janela internacional é aquele desespero

16/03/2017 às 04:24
China: o país do futebol?

Toda abertura de janela internacional é aquele desespero. Antes, o medo era de perder jogadores para os clubes europeus. Hoje, a China leva os brasileiros e fazem propostas até para Messi. A China é o fantasma que ronda o mundo do futebol.

São ofertas astronômicas. Quem imaginou que Carlos Tevez um dia iria ser o jogador mais bem pago do mundo? E digo mais: entre todos os atletas do mundo, ele só receberá menos que o piloto de Fórmula 1, Sebastian Vettel, da Ferrari. O alemão fatura 48 milhões de euros por ano, enquanto o argentino receberá “apenas” 40 milhões de euros. Quem em sã consciência rejeita uma proposta destas?

Semana passada, Jorge Mendes, empresário do craque do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, revelou que foram oferecidos R$ 340 milhões por temporada. Daqui a pouco vai ficar difícil negociar a volta desses jogadores que estão na China.

Há quem diga que não vale a pena, que é uma cultura muito diferente, culinária exótica e por aí vai... Queridos, por 40 milhões de euros eu comeria aqueles espetinhos de escorpiões vivos, salada de formiga cabeçuda ou suco verde de grilo! Sem reclamar.

Brincadeiras à parte, todo esse assédio chinês tem uma explicação. O presidente da China, Xi Jinping, é um apaixonado por futebol e está determinado a transformar o país em uma grande potência futebolística. A dedicação do governo acabou encorajando o alto investimento dos clubes. Só para se ter uma ideia, em 2016, os times da Superliga chinesa investiram 300 milhões de dólares, cerca de R$ 965 milhões, apenas com contratações de jogadores estrangeiros. Para este ano, a expectativa é de que este número aumente. São 95 jogadores de 32 países no futebol profissional da China.

Prejuízo os clubes não levam, já que a média de público nos estádios é de 24 mil pessoas e as transmissões ao vivo da Superliga renderam cerca de 1,2 bilhão de euros. Vale lembrar que a média de público no Campeonato Brasileiro foi de 15 mil torcedores.

A verdade é que hoje o Brasil não tem como competir com os “xing-ling”. A concorrência é desleal. Infelizmente. Ou nos reestruturamos ou perderemos o status de “país do futebol”. Lembrando que, para isso, teremos que passar pela organização financeira do país. Ou seja: Que Deus nos ajude!

Apenas alguns brasileiros que estão por lá: Felipão, Paulinho, Alan, Ricardo Goulart, Ramires, Alex Teixeira, Gil, Jucilei, Tardelli, Junior Urso, Aloísio ‘Boi Bandido’, Renatinho, Alan Kardec, Fernandinho, Hulk, Oscar, Elkeson, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Geuvânio, Bruno Meneghel e Mazola.

Já podemos esperar pelo dia em que os canais de televisões por assinatura nos ofereçam o “Pay-Per-View” do Campeonato Chinês.

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