Ursula Nogueira

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Oscar Schmidt: um atleta em todos os sentidos

Precisamos de mais Oscar no esporte, na política e na vida

23/11/2017 às 06:56

No próximo domingo (26), o quadro Resenha de Boleiro, do Programa Bola Premiada, tem um convidado especial. Um atleta em todos os sentidos. O nome dele? Oscar Schmidt.

Hoje com 59 anos, Oscar é considerado um dos maiores palestrantes do país. E não estou falando da altura dele, mas bem que poderia – ele mede 2,05m. Já são mais de 800 palestras e sete premiações no Top of Mind, conquistados em 10 anos. Com um discurso motivacional, o “mão santa” usa a sua história de vida para levar ânimo a muitas pessoas. E digamos que história para contar ele tem de sobra: foram 32 anos dentro das quadras, sendo que 20 deles vestindo a camisa da Seleção Brasileira de Basquete.  

Nesse período, Oscar conquistou 26 recordes, inclusive é o jogador que mais pontuou na carreira: são 49.737 pontos marcados. Conquistar tudo isso é fácil? Garanto que não. Mas deve haver alguém no mundo que vá desdenhar de tudo que ele conquistou. O ser humano é assim, infelizmente.

Na entrevista com o repórter Thiago Reis, Oscar disse algumas coisas que me chamaram a atenção. Uma delas foi: “Eu não fui o melhor. Eu treinei para ser o melhor. Eu fui no meu limite a vida toda”. Achei a frase muito forte e verdadeira. Num país onde um atleta só é reconhecido se for jogador de futebol, essa afirmação deveria estar estampada em todos os clubes. Não devemos nos achar o melhor. Temos que treinar e trabalhar por isso!

Sobre ir ao limite a vida toda, me lembrei do Dedé, zagueiro do Cruzeiro. Contratado em 2013 pelo time celeste, o jogador teve uma grave lesão no joelho e ficou fora por 1 ano e 22 dias. Em março deste ano, o zagueiro voltou a atuar, mas dois meses depois sofreu uma nova lesão e foi afastado novamente. Espero que Dedé seja um destes que se inspiram na determinação de Oscar. Que vá ao seu limite. Que não se curve aos desafios. É preciso se testar, perseverar o tempo todo. 

Outro ponto que me chamou bastante atenção foi a humildade de um atleta campeão 49 vezes, sendo 24 delas como amador e 25 como profissional. E ainda assim foi capaz de dizer: “Não fomos campeões olímpicos por minha culpa. Errei um arremesso decisivo contra a União Soviética e isso custou o emprego do Ari Vidal. Tiraram o Ari Vidal e acabou a geração”. Se cada time de futebol tivesse ao menos um Oscar para assumir a responsabilidade do erro em um jogo decisivo e não crucificar e pedir a cabeça de um técnico, talvez estaríamos em um caminho bem diferente do que vivemos hoje. Já deixei bem clara a minha posição sobre essa “dança de técnicos” que o futebol brasileiro vive. Perdeu um clássico, é demitido. Perdeu um título, tá na rua. Não é assim que se resolve as coisas. E a fala de Oscar é o mesmo que penso!

Precisamos de mais Oscar no esporte, na política, na vida! Precisamos de mais pessoas que valorizem a vida a cada segundo, mesmo descobrindo um câncer no cérebro aos 57 anos. Se o “mão santa” me permitisse um conselho eu diria: atualize seu currículo, inclua o título da vida. Vencer um câncer e levar motivação para as pessoas, é muito maior do que ser um campeão olímpico. 

Que Deus dê vida longa ao melhor do Basquete! 

E um detalhe: se quiserem ouvir algo para repensar sua vida e conhecer melhor a vida do Oscar, não percam o quadro Resenha de Boleiro, no  Bola Premiada neste domingo (26), às 14h, na Rádio de Minas. A entrevista está sensacional. Tem muita coisa boa, muita lição de vida, muitas histórias engraçadas. Muita prosa boa com Leandrinho e Thiago Reis. Só para se ter uma ideia, o repórter Thiago Reis falou que foi uma realização profissional entrevistar o Oscar por se tratar de um ídolo. Um exemplo de vida que luta contra o câncer e não se coloca como vítima na situação. Ele enfrenta a doença, literalmente de cabeça erguida e com muita fé. O Serrote disse que essa matéria foi uma das melhores matérias que já fez e vai entrar para o portifólio do Seu Nome Seu Bairro.

Não percam o Bola Premida! Fica a dica! Vale muito a pena.

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