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Ursula Nogueira

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A arquibancada da discórdia

A arquibancada da discórdia 

13/04/2017 às 07:15
A arquibancada da discórdia

O Independência será ampliado, ou pelo menos estão tentando amplia-lo. O processo de ampliação da capacidade do estádio começou em uma reunião realizada na sede administrativa do América, no dia 28 de março. Na reunião estavam presentes o presidente da LuArenas, Bruno Balsimelli, e um dos presidentes do América, Marco Antônio Batista. 

A ideia era aumentar a capacidade do estádio para 30 mil lugares com arquibancadas móveis sobre os vestiários. O investimento total gira em torno de R$ 8,8 milhões que serão pagos pela Luarenas, que quer oferecer ao Atlético uma estrutura melhor para receber todas as partidas da Copa Libertadores.

Mas como tudo no futebol é polêmico, não seria uma simples arquibancada móvel que não iria ter os seus “quinze minutos” de fama.  A obra foi paralisada nessa quarta-feira (12), após a empresa ter sido notificada da decisão do juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, Armando Ghedini Neto, que concedeu antecipação parcial de tutela ao América, que ainda manteve a proibição da venda de ingressos para o setor da ampliação, sob multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte informou que comunicou a LuArenas, que a obra estava interditada para o jogo desta quinta-feira, entre Atlético e Sport Boys, pela Copa Libertadores. Minha única pergunta é: a prefeitura interditou uma obra que já estava interditada e que a justiça já havia proibido a venda de ingressos? Realmente, não entendi. 

A instalação da arquibancada é benéfica para todas as partes envolvidas: América, Atlético e a concessionária. Evidentemente, a mesma deve ser feita obedecendo todos os requisitos legais.  Até o momento, o questionamento é por que a LuArenas ainda não apresentou o projeto da obra? Não seria mais correto apresentar o projeto e realizar a obra dentro da normalidade jurídica? Compreendo que os laudos são apresentados somente ao final da obra, mas é preciso apresentar um projeto antes. Poderiam também ter convocado uma reunião com todos os presidentes do América para se chegar a um consenso. Agora, a bagunça está feita e a “festa das liminares” não tem hora pra acabar. 

Nisso tudo, quem perde é o torcedor do Atlético, que nada tem com todo este imbróglio jurídico e assiste a essa novela sem saber se a obra vai, de fato, ajudar o clube alvinegro nas partidas da Libertadores. Agora só nos resta fazer um bolão para descobrir qual será a data da próxima liminar do “caso Independência”. 

E no meio disso tudo, ainda existe a possibilidade de o estádio Independência ter seu Naming Rights de Arena Sada, grupo dirigido pelo empresário e prefeito de Betim, Vitório Mediolli, terminando a gest]ao LuArenas. Só posso desejar que o Balsimelli, muita sabedoria, sorte e tranquilidade pra resolver mais esse problema. Antes, o Independência era só mais um lugar de se jogar uma pelota e hoje é a solução de muitos clubes pelo custo benefício.

 

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