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Times mineiros: verdades sem firulas

21/04/2019 às 10:53
Times mineiros: verdades sem firulas

Campeonato mineiro chegou ao fim com a consagração do bicampeonato do Cruzeiro de forma invicta.

O resultado dentro do campo diz muito mais do que a vitória do melhor time, mas fala de como o futebol é tratado fora das quatro linhas.

Contra números não há argumentos, e o Cruzeiro é, indiscutivelmente, o clube mais vitorioso de Minas Gerais. 

São duas Libertadores, três brasileirões, uma Taça Brasil, cinco copas do brasil, além de supercopas, mineiros e etc.

Tanto sucesso nunca é por acaso. O Cruzeiro há décadas tem dado lição de gestão esportiva, e os resultados têm chegado naturalmente.

Fala-se muito das dívidas e dos valores pagos a Itair Machado.

Com todas ressalvas que se podem fazer, cada centavo devido tem valido muito para os torcedores cruzeirenses. 

Quem pode se dar ao luxo de duas copas do brasil e dois mineiros sobre seu maior rival na sequência?

Um time de futebol não vive de “caixa cheio”, mas de títulos.

Enquanto o Cruzeiro repatriou Rodriguinho e Pedro Rocha, o Atlético trouxe Maicon Bolt e Guga. Não há comparação.

O Atlético voltou à prateleira de cima do futebol brasileiro com a Libertadores. O América tem crescido ano após ano e não deve demorar a se consolidar na Série A do Brasileirão.

Porém, tanto Atlético quanto América precisam aceitar e se adequar à suas realidades. 

Para o Atlético, estar na Libertadores já foi um grande feito. Logo, entrar na competição falando em título é irreal. 

O América, quando sobe para a Série A, precisa ter em mente que não cair é igual a um título, em vez de adotar discurso de vaga na Sul-Americana.

Não se pode “vender” para a torcida uma ilusão que não pode ser entregue, até porque a diretoria e os atletas acabam acreditando e os resultados tendem a ser terríveis. 

Não adianta terceirizar a culpa. Não foi o VAR, não foi o árbitro. Foi o que o clube conseguiu entregar. 

Assumir os erros e as limitações é o primeiro passo para melhorar, e enquanto Atlético e América não o fizerem viverão à sombra do Cruzeiro.

Sem dúvidas que Atlético e América tem se desenvolvido muito com centros de treinamento de excelência e contratação de grandes profissionais, mas precisam aceitar que ainda há um longo caminho a ser percorrido e, para tanto, é indispensável se situarem no tempo e no espaço e, principalmente, terem paciência e perseverança.

O Cruzeiro começou esse trabalho nos anos 90. Os frutos tem sido colhidos.

A diretoria do Cruzeiro não se arriscou contratando ex-jogadores para cargos e funções capitais e trouxe logo uma raposa (sem trocadilho). 

Itair Machado provou (de novo) que entende de futebol e de mercado. O resultado está aí: título atrás de título.

No futebol não há espaço para amadorismo, e o Cruzeiro conhece bem essa cartilha. Por isso é o clube mais vitorioso de Minas e um dos maiores do Brasil.

Essa é a verdade e, enquanto Atlético e América não compreendê-la e não aceitá-la, continuarão batendo palmas para o rival ou jogando culpa no VAR, na arbitragem etc.

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