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Profissionalismo: Cruzeiro dá exemplo

Profissionalismo: Cruzeiro dá exemplo

04/12/2017 às 05:02

A última rodada do Brasileirão reservou muitas emoções. As últimas vagas para a Copa Libertadores foram definidas nos acréscimos, com os gols que classificaram Chapecoense e Flamengo para o torneio continental, e outro que deixou o Atlético em nono lugar, torcendo para uma conquista rubro-negra na Copa Sul-Americana.

O Galo entrou em campo precisando vencer e torcendo para dois tropeços: de Flamengo, Vasco, Botafogo ou Chapecoense contra, respectivamente, Vitória, Ponte Preta, Cruzeiro e Coritiba.

Na cabeça do atleticano, o mais improvável tropeço seria o do Botafogo, eis que o adversário do clube carioca era o Cruzeiro, que como campeão da Copa do Brasil, garantido na Libertadores e em 5º lugar no Brasileirão, não possuía aspirações e poderia “fazer corpo mole” para retirar o rival da Libertadores.

Entretanto, dentro do gramado se viu um cruzeiro profissional e aguerrido, que buscou a virada jogando fora de casa, levou o empate, mas poderia ter vencido, caso o árbitro tivesse marcado um pênalti a seu favor.

No fim das contas, o único tropeço dos clubes “secados” pelo Atlético veio graças à Raposa, o que demonstra que no futebol moderno não há espaço para paixões. São todos profissionais com nome e história a zelar e que nunca deixariam de buscar o seu melhor rendimento em razão de paixão de torcidas.

Tal atitude mostra porque o Cruzeiro tem uma das melhores estruturas do país e é um dos clubes mais vitoriosos do mundo. Esse profissionalismo eleva consideravelmente o respeito dos patrocinadores pela marca do clube.

Para aqueles que acreditam em “entrega de jogos” ou “combinação de resultados”, destaque-se que tal prática é crime, tal como estabelece o Estatuto do Torcedor:

Art. 41-E.  Fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado:

Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos e multa.

A paixão, portanto, deve ficar somente no âmbito da torcida, enquanto os atletas, dirigentes e comissão técnica devem tratar o futebol com profissionalismo, como ocorreu com o Cruzeiro, que teve nas mãos (ou nos pés) a chance de eliminar de vez o seu rival da Copa Libertadores.

Ao Atlético agora cabe, além de torcer pelo Flamengo, agradecer ao Cruzeiro pelo exemplo de profissionalismo e fair play que deu ao mundo do futebol.

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