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Homofobia no futebol

24/09/2014 às 07:36

A homofobia no futebol vai muito além dos gritos quase “automáticos” no estádio.

Homofobia no futebol

As recentes discussões sobre o racismo no futebol, felizmente, resvalaram em outros tipos de preconceitos que impregnam este esporte. Com certa frequência, passou-se a ouvir, aqui e ali, questionamentos acerca da homofobia. Triste constatar, porém, que tudo ficou na esfera das ponderações isoladas, um tanto errantes, sem foco, consistência, profundidade. Não existiu sequência e gradual desenvolvimento, não houve propriamente um debate público.

É inquestionável, gigantesca, abominável e quase “natural”, “tácita”, “cultural” a homofobia no futebol. Suas ramificações vão das mais explicitas, gritantes e toscas revelações, àquelas indiretas, um tanto sutis. Ambos os tipos, assustadoramente numerosos. Acontecem, simplesmente, o tempo todo.

Nessas ponderações eventuais que citei, recorrentes nas últimas semanas, era comum ouvir: “Se ‘macaco’ não pode, por que ‘bicha’ é permitido?” Indagação válida. Ponto de partida interessante para uma apreciação mais cuidadosa. Mas, no fundo – e, notem, por favor, isso não quer dizer que absolvo a priori o uso desses termos, todos os episódios típicos que ocorrem nessa linha, tampouco que não queira que eles acabem, e que não devam ser discutidos -, ao contrário da esmagadora maioria dos atos racistas dos gremistas, esse tipo de comportamento, sim, chega a ser adotado com boa frequência por quem não tem necessariamente o preconceito que a fala teoricamente supõe. Dessa maneira, em certas acepções e situações, podem e devem ser atrelados àquela coisa do “calor do jogo”, da “manifestação sem pensar do torcedor”, que não necessariamente quer “ofender literalmente com aquelas palavras” – no fundo, usualmente, aquele que grita nem acha que o alvo é realmente homossexual (o que não obrigatoriamente isenta). Repito: isso não quer dizer que está certo assim proceder, e nem que não devemos debater esses fenômenos. No mínimo e de alguma maneira, muitas vezes esse atos são ao menos uma idiotice, uma bobeira, algo que pode ser classificado como atraso intelectual e de pouco “refinamento” – não que os autores dos gestos devam ser rotulados assim numa generalização sem fundamento; os adjetivos são para as ações específicas citadas.

Além de tudo isso, digo o seguinte: a homofobia é tão grande, revoltante, e espalhada no futebol, que nem é preciso debatê-la recorrendo e/ou limitando-se às circunstâncias específicas nas quais um jogador é chamado de “bicha”. Ela é muito pior do que isso. Está no comportamento, socialmente, no meio dos comentários dos torcedores de futebol. Está impregnada de forma intricada na cultura desse esporte. No dia a dia, nas redes sociais, nos bares. É implícita, é explicita. É fato, é inquestionável, é epidêmica. Portanto, o foco não há de ficar em possíveis – e prováveis – ramificações dela que estão longe de serem as mais claras, factuais, deploráveis, despidas de possíveis relativizações, e longe das que mais revelam o preconceito.

Na próxima coluna, prossigo a análise, chegando aos exemplos, em várias searas, mais emblemáticos e lastimáveis desta peste que ainda assola o futebol.

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