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VAR te catar!

Em muitas ocasiões pleiteia-se a presença da tecnologia no futebol. No entanto, o modelo atual não parece ser o mais adequado, especialmente no que diz respeito à forma que se implementa

07/08/2018 às 07:44
VAR te catar!

Testado desde 2006, a vídeo arbitragem no futebol, conhecida como VAR (sigla em inglês de Video Assistant Referee ou Árbitro Assistente de Vídeo), foi utilizada oficialmente na Copa do Mundo da Rússia e já está sendo utilizado na Copa do Brasil e na Copa Libertadores da América.

O VAR corresponde a um conjunto de câmeras que transmitem as imagens para uma sala isolada do campo, onde árbitros assistentes de vídeo podem rever quatro tipos de lances: gol, pênaltis, cartões vermelhos e erro de identidade de jogadores.

A assistência pode ser solicitada pelo árbitro ou indicada pelos assistentes de vídeo. Entretanto, a decisão final será sempre do árbitro de campo.

O futebol trata também dos erros, e como todos, os jogadores e árbitros também podem errar. Além disso, quanto menos interrupções, melhor a partida.

Sem pausas naturais do jogo, o futebol pode passar muitos minutos sem que a partida seja interrompida. E é essa característica que tanto encanta no futebol.

Enquanto no basquete (NBA), no futebol americano (NFL), no tênis e no vôlei se é obrigado, várias vezes, a aguardar a pausa para revisão de jogadas, o jogo de futebol segue praticamente sem interrupção.

Imagine se o árbitro de campo resolve parar o jogo para consultar o VAR. Um contra-ataque da equipe contrária pode ser prejudicado.

A isso soma-se ao fato que mesmo com a utilização do VAR não se afasta a interpretação humana que se encarrega de determinar qual jogada deve ser revista ou não.

Naturalmente, em muitas ocasiões pleiteia-se a presença da tecnologia no futebol. No entanto, o modelo atual não parece ser o mais adequado, especialmente no que diz respeito à forma que se implementa.

Com a necessidade do próprio árbitro de campo ou de vídeo pedir a revisão, a tecnologia permanece à mercê de um ser humano ou de um grupo de árbitros que decide quais jogadas serão reavaliadas.

Nas partidas entre Atalanta e Juventus, pelas semifinais da Copa da Itália, dois lances de jogos muito parecidos tiveram marcação diferente. Em um foi marcado pênalti, em outro, não.

Ora, se as diferenças de interpretação continuarão no futebol, uma vez que existe um árbitro que erra e acerta, desnecessário incluir mais um ponto de divergência como o VAR.

Não se trata de inadmitir a tecnologia no futebol, mas ainda há muita margem para melhora. A primeira e mais urgente é que sejam as próprias equipes responsáveis por decidir em quais situações pretendem a reanálise do lance, por óbvio com um limite estabelecido, tal como ocorre no tênis, no vôlei e no futebol americano.

Portanto, da maneira como foi estabelecido, o VAR não acrescenta nada de bom ao futebol, muito pelo contrário.

Foto: David Ramos/Fifa/Divulgação

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