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Os números não mentem...

A arrecadação dos clubes se multiplicou nos últimos anos e, na mesma proporção, as despesas subiram e ultrapassaram as receitas

10/11/2017 às 01:01
Os números não mentem...

O clube de futebol no Brasil funciona de uma maneira estranha. Primeiro a entidade cria a despesa, assume compromisso, firma contratos e, só depois, é que começa a pensar onde vai conseguir os recursos.

O resultado de tudo isso é que a atividade é deficitária, os salários não obedecem qualquer critério e as diretorias deixam o problema sempre para a próxima gestão.

A saúde financeira dos clubes profissionais no Brasil é muito ruim, com dívidas quase impagáveis, sempre sonhando em vender jogadores para cobrir o dia a dia. Pagar o passivo, nem pensar. Cruzeiro e Atlético entraram nesse círculo vicioso.

A cada dia chega para o público uma ação ou outra de falta de pagamento e cobrança através da Fifa, que não perdoa.

Sem citar exemplos, quantos e quantos casos apareceram recentemente sem muita explicação por parte dos devedores. Isto é constrangedor.

A nova diretoria do Cruzeiro vai conviver com passivos já confessos e sem solução à vista.

O Atlético já sinalizou que precisa reduzir despesas em pelo menos 20% para sair do sufoco.

A arrecadação dos clubes se multiplicou nos últimos anos e, na mesma proporção, as despesas subiram e ultrapassaram as receitas.

Uma empresa saudável não pode pagar salários de R$ 700 mil a técnicos e ultrapassar a barreira de R$ 500 mil com vários e vários jogadores.

A corda esticou além do possível, os números estão aí nos balanços dos clubes. Não estamos inventando nada, nem querendo assustar as nossas gloriosas agremiações. Mas a realidade precisa ser enfrentada. Paixão é para a torcida. Para diretoria de clube, o que se cobra é juízo e gestão. 

 

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