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O futebol do prejuízo

Não há fórmula matemática para colocar a casa em ordem se você gasta mais que arrecada

16/05/2018 às 01:32

Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Os clubes brasileiros não gostam de revelar e nem reconhecer dívidas. A torcida não se importa muito com os passivos, desde que seu time vença.

A situação é grave. Apenas entre 20 dos principais clubes do Brasil, o pendura chega a R$ 6,7 bilhões até dezembro de 2017, quando são fechados os balanços do exercício.

Os clubes se mantêm de pé com o dinheiro da TV, venda de patrocínio nas camisas, alguma coisa de bilheteria e com sócio-torcedor.

Entre as grandes equipes, a que parece estar encarando a realidade é o Flamengo, que saiu de maior devedor e grande caloteiro para a décima colocação, reduzindo o seu déficit pela metade.

A Fifa está cobrando compromissos não cumpridos por Atlético e Cruzeiro, e os clubes parecem ter um discurso ensaiado: dizer que não concordam com os valores e vão recorrer.

Só que a Fifa é rigorosa e a qualquer momento pode chegar uma punição cara e vexatória.

Não somos árbitros de clubes profissionais, mas as novas diretoria do Cruzeiro e Atlético receberam uma herança de dívida impagável e, cada um a seu modo, está se virando como pode, esperando o milagre de vender um ou outro jogador na próxima janela europeia.

Os salários absurdos e os contratos firmados não podem ser descumpridos e muita contratação precipitada ajudou a agravar o quadro difícil. 

Não há fórmula matemática para colocar a casa em ordem se você gasta mais que arrecada.

A fatura chegou.

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