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Mineirão, 52 anos

Estádio faz aniversário nesta terça-feira, 5 de setembro

04/09/2017 às 05:37
Mineirão, 52 anos

Ainda permanece inesquecível aquele domingo, 5 de setembro de 1965, quando a Seleção Mineira inaugurava o Mineirão, com a vitória por 1 a 0 sobre o River Plate, da Argentina.

Foi o divisor de águas do futebol em Minas, que, imediatamente, colocou o Cruzeiro e o Atlético na prateleira de cima do futebol brasileiro. Vieram os grandes espetáculos, público acima de 100 mil quase toda hora, títulos, o hábito de encontrar os amigos, a conquista do público feminino e um local de lazer fantástico que até então a nossa BH não possuía.

A construção foi uma luta árdua e entre os heróis anônimos e conhecidos destaca a figura do engenheiro Gil Cesar Moreira de Abreu, o batalhador máximo.

Os anos passaram e veio a Copa do Mundo de 2014, com a construção e reforma de arenas pelo Brasil afora. Prometemos 12 sedes e entre elas a da nossa catedral esportiva. Sacrificamos os espetáculos durante mais de dois anos e houve a imprudência de se fechar também, ao mesmo tempo, o Independência.

Fomos parar na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Criou-se a Minas Arena (antes era Ademg).

O projeto de reforma não foi feliz em muitos aspectos, mas o mais grave deles é a falta de estacionamento. Foi quase um crime reduzir a capacidade pela metade e sem facilitar a chegada de carros no entorno.

Isto tem conserto? Claro que tem. O Atlético joga lá de vez em quando. O Cruzeiro é o habitual, mas tem pendências sérias com os administradores atuais.

É urgente e inadiável, que se faça uma reunião séria com as entidades ligadas ao futebol para consertar pequenos e graves problemas.

Aí tem que entrar de sola o governo Pimentel, credores da obra, prefeitura e tudo mais (quanto menos políticos melhor).

O Atlético, com todo direito, está colocando um projeto para os seus conselheiros aprovarem a Arena do Galo. É viável, fruto de um estudo muito bem elaborado. Acontece que se a Arena do Galo sair do papel no dia 18, demora pelo menos três anos para a inauguração, pois todo mundo sabe a dificuldade de vencer a chatura das entidades ambientais.

Até lá, o Atlético precisa pensar na sua vida, voltar a fazer espetáculos com casa cheia na Pampulha e não levar Corinthians, Flamengo e Cruzeiro para o puxadinho do Horto. A massa não merece.

Atlético e Cruzeiro devem usar a força que têm para uma pressão sem tamanho e cobrar do Mineirão aquilo que ficou para trás.

A torcida vai agradecer.

Foto: Renato Cobucci/Divulgação

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