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Eduardo Costa

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Dúvidas

28/08/2017 às 11:19

Durante nossa existência, quanto mais informações acumulamos, maiores são as dúvidas que frequentam nossa memória. Nesse momento, meus questionamentos mais insistentes dizem respeito a um novo personagem no futebol, que mais e mais ocupa espaço no noticiário e tira o sono dos torcedores. Secar... Ou seria CK? As dúvidas começam pelo nome do aparelho, se a gente escreve por extenso ou se tratamos de uma sigla. Ou o CK seria um teste? Mas esse é o detalhe menos importante. Incomoda é a participação do tal aparelho na escalação dos times profissionais. De uns tempos para cá, quando a gente pensa que o time vai engrenar, eis que o CK fala com o médico ou a chamada comissão técnica e tira dois ou três dos melhores atletas do jogo. 

Falo especialmente do time que mais acompanho – meu Atlético. Às vezes, há um jogo por determinada competição e isso é o bastante para “poupar” craques dez dias antes. Pior é que, vez por outra, ouve-se um atleta de pompa afirmar que não está no melhor de sua forma física “por falta de jogo”. Vai entender! No fim da temporada, a gente descobre que o time não ganhou a Libertadores, não ganhou a Copa do Brasil e passa aperto no Campeonato Brasileiro. E, no caso do Atlético, cabe uma pergunta (atenção, estamos em agosto!): quem é titular? Qual é o time principal? Faz sentido você em casa, aflito porque seu Galo perde mais uma e, de repente, aos 39 do segundo tempo, o técnico chama o Robinho, reserva de R$ 1 milhão, que entra como se descesse de uma nave espacial, sem saber direito onde está e o que fazer?

Aliás, outra dúvida que tenho é por que pagam tanto a esses rapazes. São talentosos, esforçados, comprometidos, mas deveríamos pagar salários que fogem à capacidade de entendimento da maioria da população? Especialmente os que times mineiros gostam de contratar – já ex-jogadores –, com trinta e tantos anos... Sem falar que de vez em quando aparecem com Felipe Santana, Emerson Conceição, Roger Bernardo e outras figuras que causam arrepios. E os técnicos? Eles têm cada explicação! Quando o Micale pede o Clayton de volta e admite querer também o Carlos, o torcedor sente-se um idiota que nada entende de futebol e sofre à toa... Outra: o Mano Menezes, no segundo jogo contra o Grêmio, inventou o Elber de titular; o time só deslanchou depois, quando desfez a lambança, mas ouvi um entendido no esporte bretão dizer que foi uma belíssima estratégia. Af!

Mais uma dúvida, ainda no campo do futebol: por que diabos Atlético e Cruzeiro não conversam – ainda que seja só uma vez na história – e dividem o Mineirão, recém-reformado com um dinheirão que jamais será recuperado? Simples, como acontece em Milão, na Itália: em jogo do Cruzeiro, jogam luzes azuis em pontos estratégicos e vira a Arena Felício Brandi; jogo do Atlético, o alvinegro prevalece e temos a Arena Elias Kalil. Qual o problema? Juntos, Nepomuceno e Gilvan vão ao governador, que impõe as regras e, se a Minas Arena recusar, fica lá com seu belíssimo estádio vazio. O Atlético continua com o shopping, seu conselho em paz. O Cruzeiro fica mais forte, de casa própria. Por que é tão difícil fazer o óbvio?

Chega de futebol. Falemos de outras dúvidas:

Como se escreve 0 (zero) em algarismos romanos? Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto? Por que a palavra grande é menor que a palavra pequena? Quando inventaram o relógio, quem sabia as horas? Por que “tamo junto” escreve separado e separado escreve junto? Por que o bar 24 horas tem fechadura? Se o Super-Homem é tão forte e poderoso, por que usa cuecas fora da calça?

Ah, se eu, você, o Brasil inteiro não confia no Temer, sabe que ele e seus colegas de PMDB são responsáveis por estarmos no pior dos mundos, por que estamos torcendo para que continue lá, como nosso chefe de governo e de Estado até final do ano que vem para não complicar de vez nossa vida?

Importante mesmo é a vida, e é bom pensar no hospital, na prisão e no cemitério. A saúde é o mais importante, a liberdade é a coisa mais preciosa e o cemitério é o fim. Chão que pisamos hoje será nosso telhado amanhã. Viemos com nada, iremos com nada. Vamos ser gratos, agradecer dificuldades, esperanças e sonhos... A hora é agora.

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