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Desgaste desnecessário

Desgaste desnecessário

10/02/2018 às 01:30

É impressionante como o homem consegue complicar o simples. É só analisar suas grandes invenções, como a rede mundial de computadores, e o quanto usa mal. Ou, para o mal. Mas, quero falar do quanto colocamos nossos interesses acima do coletivo. Essa polêmica nacional envolvendo os operadores do Direito é algo para se pensar. Sempre entendi que juízes, promotores, defensores públicos devem ganhar bem, terem independência e compromisso com a defesa dos interesses de um povo. 

Só não compreendo como nossas autoridades se prestam a subterfúgios nefastos, menores para melhorar seus rendimentos, no lugar de enfrentar um grande debate nacional por salários melhores, compatíveis com a importância de sua função. Pior, ficam explicando o inexplicável. Vejamos o exemplo mais famoso do juiz Moro, meu herói, herói nacional, diante da descoberta que recebe auxílio moradia embora more em Curitiba: “É para compensar a falta de reajuste”. Ora, excelência, neste caso é urgente dar o mesmo auxílio para todos os brasileiros que ganham 954 reais por mês. Mais triste é outro juiz que vem fazendo bem seu serviço, o Bretas, ir à Justiça e garantir dois auxílios, um para ele e outro para a mulher, também juíza, embora morem na mesma casa e no município em que atuam. Pode ser legal, mas, é indecente.

Agora, a gente descobre que os promotores mineiros, além de todos os auxílios já conhecidos, vinham recebendo também ajuda para material de informática, livros, consulta médica... Quem aguenta isso? 

Quando a gente aperta, a autoridade diz que é má vontade contra os que estão passando o Brasil a limpo, complô e outras baboseiras mais. 

Não bastasse o estrago que fazem nos cofres públicos, abrem espaço para outros espertalhões, como conselheiros do Tribunal de Contas...

Todo dia a gente descobre uma nova; e se lembra de uma antiga: lembram que, em 2013, os promotores exigiram que os deputados estaduais mineiros residentes em Belo Horizonte deixassem de receber o auxílio moradia? Mas, em 2015, eles, os promotores, implantaram o auxílio para seus contracheques, seguindo os juízes... Adivinhe se os parlamentares, que tiveram de aprovar o privilégio, voltaram a receber imediatamente?

É triste. Porque a gente não sabe quem causa mais estrago às finanças e à moralidade pública: se os políticos - alvo de todos os xingamentos - ou aqueles que prometem corrigir em nosso nome.

É preciso alguém intervir, pelo menos uma pessoa de bom senso, chamar essa gente para uma conversa franca, antes que o Judiciário perca o pouquinho de respeito que ainda tem... Quem sabe se a mineira Carmem Lúcia, que preside a mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal? 

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