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Galo x Porco: duelo de Copa, paciência e estratégias no Mineirão 

28/09/2021 às 09:13
Galo x Porco: duelo de Copa, paciência e estratégias no Mineirão 

Atlético e Palmeiras decidem uma das semifinais da Libertadores em um cenário completamente diferente daquele visto nas quartas de final, quando o Galo bateu o River Plate pelo placar de 3 a 0. Ali os argentinos já iniciaram a partida em desvantagem, após perderem o jogo de ida, em Buenos Aires, por 0 x 1. O resultado obrigava o time de Gallardo a sair, buscar ao menos um gol, que levaria o confronto para a decisão por pênaltis. Cuca teve pela frente um adversário exposto, que jogou e deixou jogar e foi impiedosamente derrotado numa noite dos sonhos para o torcedor que voltava a acompanhar o Galo das arquibancadas.

Esta noite o palco é o mesmo, o Mineirão, e mais uma vez, com a presença da Massa apoiando. Talvez seja esta a única semelhança com o duelo contra o River. O Palmeiras, ao contrário dos “Hermanos”, não entra em campo em desvantagem no placar, já que em São Paulo o resultado do jogo de ida foi 0 a 0. O Palmeiras, ao contrário do River, não precisa fazer um gol para se classificar, já que outro placar sem gols leva a decisão para as penalidades. O Palmeiras, ao contrário do River, é um time que se sente absolutamente confortável jogando de forma reativa. Aliás, jogar no contra-ataque é a maneira predileta da equipe do técnico Abel Ferreira. O Palmeiras, ao contrário do River, não precisa atacar o Galo e deixar espaços para Hulk e companhia aproveitarem. O Palmeiras, ao contrário do River, pode abrir mão de jogar e consequentemente de deixar o Atlético jogar. O Palmeiras, ao contrário do River, pode simplesmente esperar um erro do adversário para contra-atacar. O Palmeiras é o oposto do River Plate!

Será um cenário completamente antagônico ao da fase anterior e a torcida também precisa ir ao Mineirão com o espírito diferente, ciente de que a semifinal será tensa, um jogo de muita paciência e persistência, em campo e nas arquibancadas. Um gol cedo pode mudar o contexto e as estratégias, mas certamente o Palmeiras vai entrar em campo com a missão de postergar ao máximo o sonhado gol atleticano. O momento do Galo é melhor, o time do Galo está melhor, mas numa disputa de pênaltis as forças se igualam e o fator psicológico pode ser mais decisivo do que o técnico e aí as forças podem se igualar. O Atlético hoje é mais time do que o Palmeiras com a bola rolando, não com ela parada, na marca da cal. Por isso eu não tenho dúvidas de que a postura dos paulistas será a mesma do Allianz Parque. Fechado, compacto e esperando um erro do Atlético para encaixar um contra-ataque. O Palmeiras pode não viver um momento tão encantado quanto o do Galo, mas tem um bom treinador, um ótimo elenco e um grande time. É sim um baita adversário.

Ao Galo cabe ser paciente e persistente, como dito no parágrafo anterior, mas é fundamental que o time de Cuca dê um pouco mais de espaço para obter mais espaços, é uma “troca tática”, uma postura um pouco mais agressiva do que a que vimos no primeiro jogo. Vencer o Palmeiras é o único resultado que leva o time alvinegro à final em Montevidéu (sem a necessidade dos pênaltis) e para superar o forte sistema defensivo montado pelo especialista técnico português, vai ser necessário que o brasileiro Cuca, que vive seu melhor momento tático na carreira, solte mais o seu time, corra mais riscos. Teremos um jogo altamente tenso em Belo Horizonte, com boas chances de ser travado, pouco jogado e muito brigado. Mas repito, um gol cedo muda tudo, para qualquer um dos lados, principalmente se o gol for atleticano. 

Se o Palmeiras tem a vantagem dos empates com gols, o Galo tem o fator casa e torcida a seu favor. E a postura do 12º jogador, posicionado nas cadeiras do Mineirão, será fundamental. Entrar no estádio entendendo a perspectiva e as estratégias das duas equipes é fundamental para que a pressão vinda das arquibancadas caia apenas sobre os ombros do time visitante e não se transforme em um problema para o mandante. Nesta terça-feira o jogo é uma semifinal de Copa Libertadores da América e os dois times possuem méritos e muitas qualidades por terem chegado até aqui. É jogo grande e tenso. Inteligência, persistência e paciência podem ser fatores decisivos, dentro e fora de campo!

Que seja uma grande noite de Copa no Mineirão!

Edu Panzi é jornalista e comentarista esportivo na Rádio Itatiaia
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Foto: Pedro Souza/Atlético

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