Domingos Sávio Baião

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América, campeão!

Honrando o nome de Minas

02/08/2017 às 11:54

América Mineiro, como é conhecido em todo Brasil, para nós simplesmente América, e para ilustrar os comentários, as análises, alusões especiais ao símbolo do time: Coelho ou Coelhão, como queiram. Não importa como está sendo tratado pela crônica nacional, o que importa é que o América, o nosso América, está líder e absoluto na Série B do Brasileiro, com 36 pontos em 18 rodadas, contra 30 do segundo colocado, Internacional, e ainda falta uma rodada para terminar o primeiro turno.

O torcedor americano pode bater no peito e gritar bem alto: o América é campeão brasileiro do primeiro turno da série B em 2017. Para que entendam o que significa a diferença de seis pontos do América em relação ao segundo colocado, os mesmos seis pontos separam o Internacional e o Oeste, 12° colocado. Entre os dois primeiros, na banda dos seis, não tem ninguém. Entre o Inter e o Oeste são nove equipes. Enquanto Cruzeiro e Atlético deixam a desejar na tabela de classificação da Série A, o América está honrando o nome de Minas e sendo decantado por todos os lados.

Ainda nesta semana teremos o encerramento do turno, com o América enfrentando o CRB, na bela Maceió. Mais três pontos não é querer muito, o Coelhão tem plenas condições de vencer. O adversário está em queda e o América carregando uma longa invencibilidade na competição, e agora ostentando a condição de melhor visitante da competição, depois de desbancar o Londrina que estava nesta condição. É muito bom poder afirmar que estamos terminando o primeiro turno da Série B com o América sendo apontado como o principal candidato ao acesso, abrindo oito pontos em relação ao quinto colocado, o Guarani. Campanha brilhante que poderia ter sido ainda melhor se não fossem alguns tropeços inesperados no início da competição.

Sobre a série A do Brasileiro, prometo fazer uma análise bem apurada na próxima semana, com o primeiro turno praticamente encerrado, faltando apenas o jogo Ponte Preta e Fluminense, adiado da rodada anterior. De toda forma, o anexo da tabela de classificação está aqui para análises dos nossos leitores.

Falta de padrão na arbitragem brasileira

Quero comentar sobre este polêmico tema, pois não dá para ficar quieto e calado diante do que vem acontecendo. Sem citar nomes, apenas atendo-me aos fatos, quero lembrar que, recentemente, em um jogo do Internacional, um dos auxiliares, de forma equivocada, segundo a esmagadora maioria dos críticos, assinalou um impedimento inexistente contra a equipe gaúcha. O árbitro principal chamou a responsabilidade e mandou o lance seguir, culminando no único gol da partida. No último final de semana, muitos lances polêmicos, entre eles, e talvez os principais, um gol anulado do Atlético frente ao Coritiba e outro do Corinthians contra o Flamengo. Dois erros absurdos de arbitragens protagonizados por dois auxiliares. Eu só não entendo porque, se os dois erros foram tão gritantes, os árbitros principais não chamaram as responsabilidades para eles, a exemplo do que fez o árbitro do citado jogo do Inter, dando sequências ao lance e validando o gol.

Vamos colocar ordem na casa, gente. Hierarquia existe em qualquer setor, em qualquer lugar do mundo, quem comanda não pode se eximir da obrigação de assumir responsabilidades. Diante disso, não credito os erros analisados como apenas dos auxiliares, os árbitros principais também falharam e perderam oportunidades de mostrarem a autoridade confiada a cada um deles.

Se o árbitro principal tiver certeza sobre qualquer lance de jogo, deve desconsiderar qualquer ação ou informação dos auxiliares. Nos casos de dúvidas, aí sim, deve ouvir os auxiliares e, diante das informações colhidas, decidir, assumir a responsabilidade. Há lances em que a visão do árbitro principal é tão boa quanto a de um auxiliar, em caso de possíveis faltas, por exemplo, cometidas nas laterais do campo, que, no entendimento do árbitro, são lances normais do jogo. O auxiliar entende diferente e sinaliza falta. Cabe ao árbitro principal decidir sobre a divergência e não ao auxiliar. Isso tem acontecido muito. Mais uma vez conclamo pelo respeito à hierarquia, mais uma vez conclamo para que o árbitro principal não seja omisso, mais uma vez conclamo por um padrão mais qualificado da arbitragem brasileira.

Tabelas séries A e B:

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